PRODUTORES DE SOFALA SE APROPRIARA DO PROCESSO TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

REGADIO DE BAIXO LIMPOPO
Um ambiente estritamente de aprendizagem caracterizou o primeiro dia da troca de experiência dos produtores de Sofala no Regadio do Baixo Limpopo hoje.
Com efeito, os produtores de arroz da província de Sofala, na visita ao Regadio, se apropriaram de todo o processo de transferência de tecnologias, na produção de arroz, desde o nivelamento e empapamento  dos solos, pre-germinação da semente, sementeira com pré-germinação em solos inundados, controlo rigoroso de rega e colheita mecanizada.
Mais do que isso, as explicações dadas, na estação de bombagem do regadio, nos moldes de transferência de tecnologias, são uma rampa para os produtores se converterem em grandes empresários.
Arroz Pré-germinado
Outrossim, à margem de lucro,  derivado da produção de arroz, impressionou os produtores de  arroz, porquanto se situa em 40.000,00 meticais/ha após a dedução de todos os custos das operação culturais, sendo que, rodam entre os 25 à 30 mil meticais/ha, de uma produção media de 7ton/ha, onde  um quilo de arroz  é vendido à 10,00 meticais.
De igual forma, a par disso, os produtores fizeram vênia ao entrosamento entre o financiador (Banca/ FDA), os produtores, comprador do excedente da produção (WAMBAO – Empresa Chinesa) e o Regadio, na produção do arroz por contrato.
Conexo à visão empresarial, a troca de experiência apelou recomendativamente o uso da variedade melhorada de semente de nome “Simão” libertada no decurso deste ano, após vários testes pelo Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique (IIAM), a qual se crê atingir entre 7 à 10  ton/ha.
Tractor  a fazer empapamento da área 
De resto, a troca de experiência foi uma oportunidade para os produtores apresentarem o seu nível de compreensão do assunto e inquietações na produção da cultura.
A dado passo, a troca de experiência permitiu os produtores visitarem as instalações do regadio (Fonte de Captação, os canais de rega, armazéns e outras benfeitorias na área infra-estruturada).
Para todos os efeitos, os produtores de Sofala interagiram com a associação  dos produtores locais denominada Grupo 22, à margem da visita à algumas actividades em curso no regadio.
Como se não bastasse, os produtores assistiram “ in loco” aquilo que é catalogado de fase mais difícil –empapamento dos solos, feita pelo tractor, vai dai que, sobrou tempo para acompanhar a secagem e o processamento de arroz, em Chicumbane.
Armazens de Arroz
Neste capitulo, os agrônomos ligados ao Regadio do Baixo Limpopo (Nelson Manjate e Haider Cangy) ainda bridaram os produtores de Sofala com a exibição de uma vasta cadeia de mega-armazens com uma capacidade projectada de 450.000 ton de arroz, mais que, até ao momento estão concluídos na totalidade 3 armazéns com uma capacidade de 50.000 ton cada.
Um dos ganhos que ressaltou à vista dos produtores de Sofala, no que tange ao processo de transferência de tecnologia, é a economia da semente, vale dizer, 1ha gasta entre 35 à 50 Kg de semente de variedade melhorada “Simão” contra os anteriores 100 à 200 kg de sementes de outras variedades tanto local  como melhoradas.


PRODUTORES DE SOFALA COMPROMETEM-SE A INCREMENTAR A PRODUÇÃO DO ARROZ
Joaquim  Alfandega- MOVE
Produtores de arroz de Sofala assumiram, à mercê da troca de experiência, incrementar a produção da cultura.
Para este grupo de produtores,  uma coisa é certa: alguma coisa vai mudar no cenário da produtividade do arroz, vai dai que, prometem dias melhores.
Irene José - AMOVIVO
Em dois dedos de conversa com a reportagem do Blogue da DPASA-Sofala, Joaquim Antônio Alfandega, membro da Associação Agrícola de MOVE (Búzi), falando em representação dos produtores, considerou de positivo tudo o que foi dado a interagir e assegura implementar e dar réplica todas tecnologias aprendidas.
-“Somos fortes e temos vontade de trabalhar” – reiterou anotando a necessidade de serem apoiados.
Para consubstanciar, Irene José, membro da Associação AMOVIVO, espera ver implementado o sistema de cultivo,  numa clara alusão à produção por contrato e materializar o processo de transferência de tecnologias, na produção de arroz, dos chineses para os produtores que, convenha-se, não  existe no Búzi, até porque condições  básicas estão
eng. Armando Dique Camissa- Chefe do SPER-Sofala
criadas como sejam existência de potencial agrícola, motivação dos produtores, disponibilidade de água, presença de chineses, entre outros.
Por seu lado, intervindo no fecho do 1º dia de trabalho, o Chefe dos Serviços Provinciais de Extensão Rural de Sofala, eng. Armando Dique Camissa, que acompanha igualmente a equipe, sublinhou ser um desafio inadiável aproximar um financiador e o absorvente da produção ao produtor.
-“sem trabalho não há falhas” – observou frisando a necessidade de entendimento entre os produtores.
Diga-se que, amanhã os produtores de Sofala estarão a visitar a Hidráulica de Chokwe.

PRODUTORES DE SOFALA ESCALAM GAZA PARA TROCA DE EXPERIÊNCIA NO ÂMBITO DO PROIRRI

PRODUTORES DE ARROZ DA PROVÍNCIA DE SOFALA ESCALAM ESTA 3FEIRA A PROVÍNCIA DE GAZA PARA UMA TROCA DE EXPERIÊNCIA

A iniciativa pertence ao projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI) e visa dar oportunidade aos produtores de arroz a adquirirem alguns conhecimentos, convenha-se, de ponta, na produção da cultura e aferir o que está sendo feito pelos produtores do ramo agrícola, porquanto Gaza conta com 2 sistemas de rega ,  notadamente Regadio do Baixo Limpopo e Hidráulica de Chokue, EP, os quais contam com produtores que atingem entre 8/10 ton /ha, contra os 2/ 2,5 ton/ha dos de Sofala.
Inserida no quadro da incremetação da produtividade, a troca de experiência conta com a participação de 26 produtores de Sofala, dos quais, 23 do distrito do Búzi e 3 do distrito de Caia,  a norte da província. , sendo que, o critério da opção por esses distritos prende-se com o facto de serem distritos produtores de arroz e de estarem na iminência de muito proximamente se beneficiarem de sistemas de rega à margem da parceria, em termo de trabalho com o PROIRRI.
 eng. Manuel Magombe -Coordenador de campo do PROIRRI - SOFALA,
  Abordado o Coordenador de campo do PROIRRI - SOFALA, eng. Manuel Magombe, qualifica, desde logo, a troca de experiência uma mais-valia em decorrência de concorrer para o aumento dos rendimentos dos produtores. "Quando começamos (o PROIRRI)... as intervenções o rendimento, na cultura de arroz, era de 1ton/ha... mas quando introduzimos o donativo comparticipado, os rendimentos saltaram para 2/2,5 ton/ha, sem o sistema de rega" - disse  Manuel Magombe fazendo fé que a troca de experiência vai catapultar o rendimento dos produtores para 5 ton/ha.
Falando sobre o seu estado de espirito, Manuel Magombe, mostra-se satisfeito por ter conseguido realizar a troca de experiência e prospera ver alto o nível de interação  e de percepção no terreno dos " nossos produtores".
Instado a responder sobre o estagio dos regadios no Búzi e Caia,  Manuel Magombe disse haver 4 sistemas de rega que estão em diferentes fases de desenvolvimento no  distrito do Búzi, designadamente para associações  Samora Machel, Move, Chicumbua e Pedja Urombo.
Relativamente para o distrito de caia Manuel Magombe precisou que o sistema de rega está numa fase incipiente de desenvolvimento tendo aprazado o inicio da construção das obras para próximo ano.
Para já, os produtores de Sofala juntamente com os de Gaza estão a visitar o regadio do Baixo Limpopo em toda a sua extensão, incluindo a estação de bombagem, campos de produção, a receber explicações sobre o funcionamento do regadio, estão a se apropriar das 6 fases do processo de transferência de tecnologias na produção do arroz. Igualmente acabaram de visitar uma larga cadeia de armazéns e assistiram o processamento do arroz em chicumbane.
Amanhã recorde-se, a equipe de Sofala se deslocara para a Hidráulica de Chokue, EP. Para o prosseguimento da visita no 2º dia dos trabalhos.

PRODUTORES BENEFICIAM DE TREINAMENTO EM SALVAGUARDAS AMBIENTAIS E SOCIAIS EM MUSSAPA

A VISTA ENTREGA PROVISÓRIA DE REGADIOS

Salvaguardas ambientais e sócias dominam a pauta da discussão num treinamento que esta tendo lugar, hoje, na localidade de Mussapa, Posto Administrativo de Rotanda, distrito de Sussundenga, província de Manica.
Organizado pelo Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI-Manica), o treinamento tem duração de dois dias, devendo terminar amanhã, sendo que, participam 62 produtores.
Para já é ponte assente que, até o momento, o treinamento capacitou os produtores em conhecimentos sobre investimento em sistemas de irrigação e infra-estruturas de apoio desenvolvidos pelo PROIRRI.
Mais do que isso, o treinamento muniu os participantes de ferramentas sobre o uso racional e conservação do meio ambiente.
 Chefe da localidade, Tomais Raice
O treinamento decorre do facto de estar prevista a entrega provisória de 3 sistemas de rega para igual número de associações, no próximo dia 27 de Novembro corrente (sexta feira), designadamente Mundandiche (Machamba é Rei); Mucai kuadza (Acordem já amanheceu) e Dzidzai Muvu (Aprender na terra), as quais, se servem da mesma captação para produção do trigo, ceivada, feijões, hortícolas diversas, cujo comprador, por contrato, é a Companhia de Vanduzi.
Discursando na sessão de abertura, o chefe da localidade, Tomais Raice, em representação do administrador, apelou a necessidade de os produtores conservarem os recursos naturais. A demais, falando nessa qualidade, Tomais Raice exortou os produtores a serem porta-vozes dos conhecimentos adquiridos para as comunidades.
-“Se não acatarmos os conhecimentos transmitidos… vamos continuar a nos confrontar com a crise de água e outros males”- advertiu responsabilizado os líderes comunitários presentes a massificarem a informação e a assumirem uma postura de imparcialidade no tratamento dos casos e reforço da vigilância.

Coordenador de campo do PROIRRI-Manica,
 Eng. Leonardo Lucas Manhique
Por seu turno, o coordenador de campo do PROIRRI-Manica, Eng. Leonardo Lucas Manhique enfatizou a pertinência do treinamento, segundo afirmou, concorre para garantir que os sistemas de regas sejam sustentáveis e chamem benefícios expressos em “mais dinheiro para o bolso dos produtores”.
De acordo com Leonardo Manhique, para que os sistemas de rega sejam sustentáveis, os produtores têm que ter conhecimentos sobre as salvaguardas ambientais e socias. “Esses sistemas devem produzir lucros “ – reiterou Manhique prosperando maior tempo de vida útil dos mesmos.
Para Leonardo Maquine, diante das mudanças climáticas, que se traduzem na redução ou ausência de chuvas, os produtores precisam aprender a mitigar os efeitos nefastos da crise ambiental que assola o planeta.
De ponto de vista de contribuições, o treinamento valorizou as experiências e conhecimento locais; sentenciou a proibição de corte árvores e a prática de queimadas descontroladas nas montanhas e na captação; recolheu contribuições que garantam a manutenção dos regadios; recomendou a criação do comité de água para gerir a escala de rega.
Enquanto primeiro dia, o treinamento analisou as políticas do Banco Mundial relativamente as salvaguardas ambientais e sociais nas suas diferentes vertentes.
Paralelamente à isso, o encontro dedicou parte do dia a refletir sobre o maneio integrado de pragas e doenças; seguranças de barragens; florestas e o desenvolvimento da consciência ecológica, entre outros aspectos.
 De recordar que, o encontro termina amanhã com a apreciação do tema Legislação sobre o sector de águas e sua gestão. Igualmente vai privilegiar o trabalho de grupos e o preenchimento de fichas.

ARA Centro sensibiliza produtores a aderirem licença de uso de água em Sussundenga

BENEFICIÁRIOS DO SISTEMA DE REGA

A posse de licença de água esteve em debate no dia 08 de Outubro corrente, num treinamento `a produtores sobre as salvaguardas ambientais e sociais na localidade de Tsetsera, Posto Administrativo de Rotanda, distrito de Sussundenga, província de Manica, organizado pelo Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI). 

O mérito pertence a ARA Centro, Delegação de Manica, que, de resto, sensibilizou os produtores de Tsetsera a serem portadores de licença de água, porquanto estão na rota de se beneficiarem da instalação de 4 sistemas de rega, por parte do PROIRRI, para igual número de associações, designadamente Kufa Ndaedza, Muromo Anachinha, Kuguta y Bhassa e Kuguta ku Chanda, já na fase de processo de consignação das obras.
A sensibilização sobre a necessidade do porte da licença de água foi oportuna, por conta de ter desmistificado as dúvidas que pairavam, regra geral, no seio dos produtores.
 O certo é que a sensibilização ocorre numa altura em que a água dos rios Revue, Messica e a da Barragem de Chicamba tem o caudal baixo.
O director da ARA Centro-Manica, Carlitos Omar
Em jeito de quebra-gelo, o director da ARA Centro-Manica, Carlitos Omar, sublinhou a necessidade de os produtores contribuírem com uma taxa simbólica pelo uso da água. “As farmas grandes precisam de licenças para irrigar os campos…os pequenos produtores têm que estar registados para serem controlados”-afirmou Carlitos Omar, para quem as cobranças visam consciencializar os utilizadores de água que o recurso água é finito.
Para Carlitos Omar a posse da licença de água é uma das condições sine quan non que o Banco Mundial impõe para financiar projectos do sector agrário. “Portanto… preparem-se porque virá alguém nas vossas associações pedir-vos dados para a obtenção da licença”-referiu observando serem valores baixos.
Num outro prisma, Carlitos Omar, justificando qualificou a água um recurso económico porquanto o Estado espera retornos dos investimentos que faz, a título de exemplo, na construção de barragens.
Para consubstanciar, à luz do princípio da Politica Tarifária, Carlitos Omar sentenciou afirmando que a água é um bem com valor económico e deve ser paga.
Por outro lado, Carlitos Omar, considerou ser social por conta de o recurso água dever, necessariamente, beneficiar `a todos, em termos de acesso.
Participantes do Treinamento fazendo trabalhos de grupo
Carlitos Omar contextualiza que, a experiência é nova para Moçambique, sendo que, na vizinha República do Zimbabwe a licença de água tem muitos quilómetros de estrada, onde a abertura de uma simples machamba pressupõe a posse de licença de água.   
De mais a mais, Carlitos Omar aproveitou a ocasião para anunciar aquilo que são as taxas para a área de agricultura em Moçambique. De acordo com Carlitos Omar, cada metro cubico equivale a 0, 04 meticais, contra 11 USD por metro cúbico no Zimbabwe, equivalentes a 495, 00 meticais, de acordo com o câmbio do dia.
Do ponto de vista de exploração da água subterrânea, o interlocutor tranquilizou os produtores que o custo é zero, cabendo a instituição que tutela a água, a recolha da informação sobre a localização do furo, a qualidade da água explorada e o cumprimento das formalidades para a abertura do furo. “…Mas, se o furo for para fins comerciais tem que ter licença”-rematou.
Participantes do Treinamento
À Semelhança dos oradores que o antecederam, o interlocutor desencorajou a prática de queimadas descontroladas nas montanhas sob pena de a fonte parar de drenar água, tanto para a prática da agricultura, quanto para o fabrico da água mineral, entre outros aspectos.
Para todos efeitos, o encontro permitiu fazer a divulgação de alguns dispositivos legais como seja a Lei de Águas N° 16/91 de 3 de Agosto que estabelece que as águas interiores, superficiais e respectivos leitos, e as águas subterrâneas são propriedade do Estado e constituem domínio público hídrico.
A par disso, o encontro passou em revista a Politica de Agua; Estratégia Nacional de Gestão de Recursos Hídricos; Regulamento de Licenças e Concessão.
Diga-se que, a ARA Centro é uma instituição do Estado, inserida no Ministério das Obras Públicas e Habitação e Recurso Hídricos, vocacionada ao controlo dos cursos de água, em termos de quantidade e qualidade da mesma.     
  

PROIRRI ENTERVEM NA REPARAÇÃO DAS VIAS DE ACESSO EM ROTANDA

PARA  ESCOAMENTO  DA PRODUÇÃO 
O Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável, iniciou o processo de reabilitação de vias de acesso em Rotanda, distrito de Sussundenga, província de Manica.
ilustração das obras de construção de pontes
 A intervenção do PROIRRI  nas vias de acesso se insere  no quadro de melhorar as capacidades dos produtores  escoarem e venderem os seus excedentes agrícolas.
 Por conseguinte a reabilitação das estradas deriva do facto de se ter constatado haver um grande potencial agrícola na região de Rotanda sub-aproveitado, porem , em  decorrência de as vias de acesso  se mostrarem deficitárias, facto que desembocou na elaboração de um estudo  recomendando a reabitação das vias.
ilustração da Ponte na Sua fase conclusiva

Com efeito, os troços Messambuzi – Tsetsera, compreendendo 9.5Km, Rotanda – Mussapo, compreendendo 12km, estão em obras a coberto de fundos do PROIRRI.
 Adjudicadas à empreitada nacional CBC, o custo das obras está avaliado em 9.963.639,00Mt e cerca de 11 milhões de meticais, respectivamente, para Messambuzi-Tsetsera e Rotanda – Mussapo.
A esta altura, tanto um como outro troço, as obras  estão numa fase  avançada, sendo certo que, o trabalho de limpeza  foi concluído  e em curso a construção de pontecas e aquedutos.
O coordenador de campo do PROIRRI Manica, Leonardo Lucas Manhique, qualificou a intervenção do projecto nas vias de acesso  como  boa  e oportuna, argumentando haver muita produção .
Coordenador de campo do PROIRRI Manica, Leonardo Lucas Manhique

-“(…) só as quatros associações  tem quase 500ha”- revelou ajuntando que, a instalação dos quatros sistemas de rega, pressupõe a capacidade de absorção.
De salientar  que, os  produtores de Rotanda trabalham em estreita colaboração com a companhia de Vanduzi, para a absorção dos excedentes agrícolas.

PROIRRI MANICA CAPACITA PRODUTORES EM SALVAGUARDAS AMBIENTAIS E SOCIAIS

NO ÂMBITO DAS POLÍTICAS DO BANCO MUNDIAL 
O Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI) Manica capacitou 154 produtores, nos dias 8 e 9 de Outubro corrente, na localidade de Tsetsera, Posto Administrativo de Rotanda, distrito de Sussundenga, naquele que foi o 1° treinamento sobre salvaguardas ambientais e sociais neste ano.


 O certo é que o treinamento se circunscreve no âmbito das políticas do banco mundial um dos principais financiadores do projecto que, para financiar um projecto impõe condições, sendo que, uma das políticas é das salvaguardas ambientais e sociais, a qual se candidata a tornar os projectos sustentáveis ambientalmente.
Tratou-se do treinamento que teve o condão de abarcar o maior número de participantes e de todos membros das quatros associações beneficiárias de Tsetsera.

A realização do treinamento decorre do facto de a localidade de Tsetsera estar projetada para a construção de quatro regadios designadamente as associações de Kufa Ndaedza, na fase da consignação da construção, kuguta y Bhaza; kuguta kuchanda e Muromo  Anachinha, todas na fase de processo de consignação das obras.
Além de produtores, o treinamento contemplou a participação de outros parceiros de implementação do PROIRRI, como seja, representantes das Obras Publicas e Habitação, Ara Centro, da Direcção do Meio Ambiente, chefes de Serviços da DPASA, entre outros.
Chefe do Posto de Rotada, Lucas Taunde
A verdade é que o treinamento dotou os participantes de conhecimentos sobre práticas que garantem o uso sustentável dos investimentos em sistemas de irrigação e infra-estruturas de apoio desenvolvidos pelo projecto, bem assim, a conservação e gestão ambiental. 
Intervindo na sessão de abertura, o chefe do posto de Rotada, Lucas Taunde, sublinhou a necessidade de os produtores controlarem os recursos naturais que usam, sustentando estarem no estado que estão devido ao papel que os antepassados tiveram na conservação dos mesmos.
-“Se nos lembrarmos…. No tempo colonial nunca vimos eucaliptos a serem queimados”- disse Lucas Taunde anotando não ser novo o que iriam ser transmitidos.

A par disso, Lucas Taunde, exortou os participantes para não serem meros espectadores, ao mesmo tempo que, apelou-os a dar opiniões e a transmitir experiencia da vida na superação de problemas ligados ao quotidiano dos produtores. 

Coordenador de campo do PROIRRI Manica, eng. Leonardo Lucas Manhique
Por seu turno o coordenador de campo do PROIRRI Manica, eng. Leonardo Lucas Manhique, vincou que o treinamento sobre salvaguardas ambientais e sociais tem haver com a maneira como a comunidade de tsetsera cuida do ambiente nas machambas, florestas, fontes de água, entre outros aspectos.
Fazendo uma rotura com a metodologia do passado em que nos treinamentos só participavam os representantes das associações, Leonardo lucas Manhique abriu, o que chamou de “capacitação para todos”, segundo afirmou “cada um vai ouvir sozinho e não esperar que alguém venha lhe informar”

Aly Tombate
Falando sobre as salvaguardas ambientais, Aly Tombate , chefe do Departamento de Gestao  Ambiental, da Direcção Provincial de Ambiente , considera serem importantes porquanto oferecem ferramenta para o desenvolvimento sustentável.
Para Aly Tombate , as salvaguardas  ambientais  visam não causar danos ao ambiente. A titulo ilustrativo observou que “ se instalarmos um sistema de rega e não olharmos para as questões ambientais, poderemos  ter a destruição de um canal, por erosão, o projecto pará, porque  não teremos recursos adicionais  para  pôr cobro a situação” -  afirmou  acrescentando  que , paralelamente a isso, as salvaguardas ambientais  propõem medidas para gerir riscos e reputar cada associação.
De mais a mais, Aly Tombate,  frisou haver outros critérios  para o Banco Mundial  financiar projectos, entre os quais , a localização do projecto, vai dai que, precisou que o Banco Mundial não financia  projectos que estiverem dentro de um ecossistema  sensível, numa clara alusão à reservas, como seja, de Chimanimane, de Marromeu, entre outros, o mesmo acontecendo com os locais sagrados, de conflitos.
De resto, o treinamento possibilitou os produtores aferirem os impactos ambientais e as medidas  de  mitigação .
Um dos grupos de trabalho 
Como se não bastasse, o treinamento longe de ser simplesmente transmissão de  conhecimentos , valorizou as experiencias locais dos produtores no controlo dos problemas quotidianos das  comunidades.
Mais do que isso , o treinamento permitiu arrancar dos  produtores o cometimento quanto ao cumprimento das politicas  do Banco Mundial.
Ademais, o encontro  reacendeu o interesse de reforçar o policiamento comunitário em relação as queimadas descontroladas, poluição da água e do ambiente, desmatamento entre outros.
Num outro prisma sugeriu a elaboração de um regulamento, ao nivel dos comités de gestão, prevendo penalizações a quaisquer membros que violarem as normas de convivência.
Para todos efeitos, o treinamento recomendou o uso de pesticidas como a ultima alternativa de controlo das doenças.
No mesmo diapasão  ficou claro que, nos primeiros momentos da doença da planta, é imprudente usar o pesticidas com rotulo  vermelho sob pena  de criar resistência na praga.
Os constrangimentos que apoquentam os produtores, mormente a falta de roupa para a pulverização , encontraram na janela do Donativo Comparticipado do PROIRRI a  resposta com a comparticipação do produtor em 15% do custo global do equipamento para associação.

De qualquer  forma, os produtores elegeram a partilha da água como o conhecimento mais valioso do treinamento .
De uma maneira geral o treinamento discutiu as politicas do Banco Mundial  (OP 4.01) relativo à avaliação ambiental ; (OP 4.09) atinente ao Meneio de pragas e doenças; (OP 4.37) sobre a Seguranca de  barragem; (OP 4.36) que versa sobre Florestas Naturais  e (OP 4. 04) que aborda Habitas Naturais.
O treinamento, convenha-se , passou em revista a Gestão das águas e legislação em Mocambique.
O treinamento não perdeu, igualmente, de vista a análise dos problemas ambientais e as medidas de mitigação, tecnologias agrárias sustentáveis e amigas do ambiente, bem assim, privilegiou os trabalhos em grupo.

Refira-se que, o próximo treinamento sobre salvaguardas ambientais e sociais terá lugar na localidade de Mussapo.

PROIRRI MANICA PROMOVE TREINAMENTO EM SALVAGUARDAS AMBIENTAIS E SOCIAIS

Tem lugar amanhã no distrito de Sussundenga, província de Manica, o Treinamento de produtores sobre Salvaguardas Ambientais e Sociais. No encontro que deverá durar dois dias, são esperados pelo menos 180 beneficiários.
 Inserido no âmbito da implementação das actividades do Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI), o treinamento visa dotar os participantes de conhecimentos sobre práticas que garantem o uso sustentável dos investimentos em sistemas de irrigação e infra-estruturas de apoio desenvolvidos pelo projecto, bem assim, a conservação e gestão ambiental.    
De referir que o treinamento terá lugar na localidade de Tsetsera.  
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