PRODUTORES DE SOFALA SE APROPRIARA DO PROCESSO TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

REGADIO DE BAIXO LIMPOPO
Um ambiente estritamente de aprendizagem caracterizou o primeiro dia da troca de experiência dos produtores de Sofala no Regadio do Baixo Limpopo hoje.
Com efeito, os produtores de arroz da província de Sofala, na visita ao Regadio, se apropriaram de todo o processo de transferência de tecnologias, na produção de arroz, desde o nivelamento e empapamento  dos solos, pre-germinação da semente, sementeira com pré-germinação em solos inundados, controlo rigoroso de rega e colheita mecanizada.
Mais do que isso, as explicações dadas, na estação de bombagem do regadio, nos moldes de transferência de tecnologias, são uma rampa para os produtores se converterem em grandes empresários.
Arroz Pré-germinado
Outrossim, à margem de lucro,  derivado da produção de arroz, impressionou os produtores de  arroz, porquanto se situa em 40.000,00 meticais/ha após a dedução de todos os custos das operação culturais, sendo que, rodam entre os 25 à 30 mil meticais/ha, de uma produção media de 7ton/ha, onde  um quilo de arroz  é vendido à 10,00 meticais.
De igual forma, a par disso, os produtores fizeram vênia ao entrosamento entre o financiador (Banca/ FDA), os produtores, comprador do excedente da produção (WAMBAO – Empresa Chinesa) e o Regadio, na produção do arroz por contrato.
Conexo à visão empresarial, a troca de experiência apelou recomendativamente o uso da variedade melhorada de semente de nome “Simão” libertada no decurso deste ano, após vários testes pelo Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique (IIAM), a qual se crê atingir entre 7 à 10  ton/ha.
Tractor  a fazer empapamento da área 
De resto, a troca de experiência foi uma oportunidade para os produtores apresentarem o seu nível de compreensão do assunto e inquietações na produção da cultura.
A dado passo, a troca de experiência permitiu os produtores visitarem as instalações do regadio (Fonte de Captação, os canais de rega, armazéns e outras benfeitorias na área infra-estruturada).
Para todos os efeitos, os produtores de Sofala interagiram com a associação  dos produtores locais denominada Grupo 22, à margem da visita à algumas actividades em curso no regadio.
Como se não bastasse, os produtores assistiram “ in loco” aquilo que é catalogado de fase mais difícil –empapamento dos solos, feita pelo tractor, vai dai que, sobrou tempo para acompanhar a secagem e o processamento de arroz, em Chicumbane.
Armazens de Arroz
Neste capitulo, os agrônomos ligados ao Regadio do Baixo Limpopo (Nelson Manjate e Haider Cangy) ainda bridaram os produtores de Sofala com a exibição de uma vasta cadeia de mega-armazens com uma capacidade projectada de 450.000 ton de arroz, mais que, até ao momento estão concluídos na totalidade 3 armazéns com uma capacidade de 50.000 ton cada.
Um dos ganhos que ressaltou à vista dos produtores de Sofala, no que tange ao processo de transferência de tecnologia, é a economia da semente, vale dizer, 1ha gasta entre 35 à 50 Kg de semente de variedade melhorada “Simão” contra os anteriores 100 à 200 kg de sementes de outras variedades tanto local  como melhoradas.


PRODUTORES DE SOFALA COMPROMETEM-SE A INCREMENTAR A PRODUÇÃO DO ARROZ
Joaquim  Alfandega- MOVE
Produtores de arroz de Sofala assumiram, à mercê da troca de experiência, incrementar a produção da cultura.
Para este grupo de produtores,  uma coisa é certa: alguma coisa vai mudar no cenário da produtividade do arroz, vai dai que, prometem dias melhores.
Irene José - AMOVIVO
Em dois dedos de conversa com a reportagem do Blogue da DPASA-Sofala, Joaquim Antônio Alfandega, membro da Associação Agrícola de MOVE (Búzi), falando em representação dos produtores, considerou de positivo tudo o que foi dado a interagir e assegura implementar e dar réplica todas tecnologias aprendidas.
-“Somos fortes e temos vontade de trabalhar” – reiterou anotando a necessidade de serem apoiados.
Para consubstanciar, Irene José, membro da Associação AMOVIVO, espera ver implementado o sistema de cultivo,  numa clara alusão à produção por contrato e materializar o processo de transferência de tecnologias, na produção de arroz, dos chineses para os produtores que, convenha-se, não  existe no Búzi, até porque condições  básicas estão
eng. Armando Dique Camissa- Chefe do SPER-Sofala
criadas como sejam existência de potencial agrícola, motivação dos produtores, disponibilidade de água, presença de chineses, entre outros.
Por seu lado, intervindo no fecho do 1º dia de trabalho, o Chefe dos Serviços Provinciais de Extensão Rural de Sofala, eng. Armando Dique Camissa, que acompanha igualmente a equipe, sublinhou ser um desafio inadiável aproximar um financiador e o absorvente da produção ao produtor.
-“sem trabalho não há falhas” – observou frisando a necessidade de entendimento entre os produtores.
Diga-se que, amanhã os produtores de Sofala estarão a visitar a Hidráulica de Chokwe.

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