FAO CAPACITA EXTENSIONISTAS NA BEIRA

USO CORRECTO DE PESTICIDAS 
Iniciou ontem, na Beira, o processo de formação de 30 extensionistas da província de Sofala sobre o uso correcto de pesticidas, que são produtos para combater pestes agrárias e contra os vectores causadores de doenças nos humanos.
Participantes do treinamento sobre o uso correcto de pesticidas 
A capacitação é organizada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em parceria com o Governo de Moçambique através da Direcção Nacional de Agricultura e Silvicultura do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA).~
Extensionista fazendo trabalho de Grupo durante o treinamento
Participam no treinamento, técnicos que trabalham na implementação da metodologia da Escola na Machamba do Camponês (EMC) no quadro da Integração do Enfoque das Mudanças Climáticas nas EMCS.
Armando Camissa,
Chefe do Departamento de Extensão Rural - Sofala
 A capacitação se enquadra no âmbito do projecto “Reforço das capacidades dos produtores agrícolas para lidar com as mudanças climáticas no sentido de aumentar a segurança alimentar através da abordagem da Escola na Machamba do Camponês ”.
Falando na sessão de abertura, eng. Armando Dique Camissa, o chefe do Departamento da Extensão Rural de Sofala qualificou o curso de uma mais-valia porquanto vai municiar os participantes de ferramentas para manusear diferentes produtos químicos.
“O uso dos pesticidas exige muita responsabilidade e acarreta riscos que podem lançar na morte do aplicador ”- disse anotando que as EMCs são, por excelência, unidades que utilizam pesticidas nos seus estudos.
Khalid Cassam
Coordenador Nacional dos Projectos de Eliminação de
 Pesticidas Obsoletos da FAO em Moçambique
Por seu turno, o eng Khalid Cassam, Coordenador Nacional dos Projectos de Eliminação de Pesticidas Obsoletos da FAO em Moçambique, sublinhou que o treinamento vai fazer diferença na medida em que os extensionistas vão saber transmitir aos produtores e criadores de gado conhecimentos de como usar correctamente os pesticidas, sem perder de vista os cuidados a ter no uso dos agroquímicos.
“Tudo isso é para não pôr em causa a saúde dos produtores, da população, dos animais e do ambiente”- afirmou ajuntando haver muitos produtores a não observarem as normas técnicas, como seja o uso de equipamento de proteção.
Igualmente Khalid Cassam, chamou à evidência a necessidade de prestar maior atenção na contaminação crónica que se afigura silenciosa e grave. “Os sintomas dessa contaminação só aparecem à partir dos 10 anos após o contacto ou inalação ” tendo recomendando a se fazer o bom maneio integrado da praga observando o intervalo de segurança.
extensionista sendo explicado como usar equipamentos para manusear
pesticidas
De referir que o seminário termina na próxima sexta-feira e vai analisar conteúdos como os perigos ao manusear os pesticidas, uso de equipamento de proteção, classificações dos pesticidas, as medidas a tomar numa situação de emergência, ao mesmo tempo que vai aflorar o Regulamento sobre a gestão de pesticidas e medidas cautelares aplicadas aos infratores.  

PRESIDENTE DA REPÚBLICA INAUGURA FEIRA PROVINCIAL DE AGRO-NEGÓCIO NO DONDO

ÂMBITO DE PÉRIPLO QUE EFECTUA À PROVÍNCIA DE SOFALA
O Presidente da Republica de Moçambique, Filipe  Jacinto Nyussi, inaugurou, na última sexta-feira (09/03/18), a Feira Provincial de Agro-negócios no distrito do Dondo, centro de Sofala, onde estiveram expostas todas as potencialidades da província no que o sector agrário diz respeito.
Mais de 200 expositores se fizeram presentes à Feira Provincial de Agro-negócio para o entusiasmo dos mais de mais de 3000 visitantes que acorreram à efeméride para efeitos de apreciação, consumo e compra de produtos agrários. É caso para dizer que Dondo parou para acolher a feira de produtos agrários.     
PR, Felipe Nyusi  interagindo com o SDAE do
 distrito de Caia
A realização da Feira Provincial de Agro-negócios enquadra-se no âmbito do périplo que o chefe do estado efectua a província de Sofala naquela que é considerada a antecâmara da visita presidencial marcada para Maio corrente `a província de Sofala.

Na ocasião, Filipe Nyussi interagiu com produtores e expositores sobre o processo de produção e de comercialização, apreciou o potencial produtivo e a demanda das necessidades das empresas de processamento de produtos agrários.
Mais do que isso, Filipe Nyusi deixou mensagens de encorajamento aos produtores no sentido de continuarem a aumentar os níveis de produção e de produtividade agrárias de tal sorte a tornar o País auto-suficiente para quem a exportação de produtos agrários deve fazer parte do passado.     
PR, Felipe Nyusi  interagindo com expositor do
 distrito de Muanza
Além de contar com a representação de todos os distritos, a feira contou com a montra de produtos agro-pecuários com destaque para insumos agrários, cereais, leguminosas, raízes e tubérculos, produtos processados e lácteos, frutas e mudas, objectos de adorno, entre outros. 

 De resto, foi uma oportunidade de os expositores venderem os seus excedentes de produção; aumentarem a carteira de clientes; trocarem experiencia; firmarem parcerias com potenciais utentes dos produtos agrários e exaltação de empresas públicas, como seja a Agência para a Promoção de Investimentos e Exportação (APIEX) e o Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPLAC).
Os visitantes da feira se deleitaram, grosso modo, com o consumo de sumos de malambe, yogurt, sendo que o arroz Búzi AAA bateu o recorde das vendas.
De referir que a próxima feira provincial de agro-negócio está agendado para o distrito de Chemba em Maio próximo.

FAO AVALIA NA BEIRA A IMPLEMENTAÇÃO DO CURRÍCULO ADAPTADO AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NAS EMCS

PARTICIPAÇÃO DE MANICA, SOFALA, TETE E GAZA
  • Em perspectiva, para alem das 60, a abertura de mais 120 EMCs na segunda época da presente safra agrária.

Um exercício de avaliação e validação do currículo adaptado às mudanças climáticas na Escola na Machamba do Camponês (EMC) esta sendo feito na Beira, que inicio ontem e termina hoje.
No exercício participam técnicos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), representantes da Direcção Nacional de Extensão Agraria (DNEA), técnicos das Direcções Provinciais de Agricultura e Segurança Alimentar (DPASAs) de Manica, Sofala, Tete e Gaza, onde o projecto actua, e facilitadores mestres das EMCs.
Pedro Luís Simpson -  coordenador do Projecto
 das mudanças climáticas,
A avaliação decorre da implementação do currículo adaptado às mudanças climáticas nas EMCs, na presente campanha agraria, formulado no segundo semestre do ano passado, com foco inicial de beneficiar 60 EMCs nas quatro províncias.
Em declarações ao boletim “Machamba” e ao blogue da DPASA-Sofala, Pedro Luís Simpson, coordenador do Projecto das mudanças climáticas, para já faz um balanço positivo a julgar pelos resultados, quanto a si positivos, na componente de adoção de práticas de adaptação às mudanças climáticas.
-“Hoje estamos a avaliar o nível de adoção das práticas na EMCs”-afirmou ressaltando propiciar a identificação de dificuldades e encontrar mecanismo de superação dos mesmos.
Como se não bastasse, Pedro Simpson sublinhou a importância de elencar as lições aprendidas de boas práticas que podem ser replicadas as outras EMCs. “Em paralelo, a avaliação vai permitir que o currículo seja melhorado e sirva de um momento de validação do mesmo, e alimenta a planificação para as próximas campanhas agrárias ”-disse.
Armando Dique CamissaChefe do Departamento Provincial de Extensão Rural,
,
A fonte aproveitou a ocasião para anunciar a inclusão de mais 120 EMCs, como beneficiárias do projecto, na segunda época da presente safra agraria, perfazendo 180 EMCs, em termos redondos, o número de escolas beneficiarias.
Intervindo na ocasião, o chefe do Departamento Provincial de Extensão Rural, Armando Dique Camissa, apelou os participantes para colocarem toda a sua inteligência no enriquecimento das discussões. “Precisamos melhorar as condições de vida dos produtores ”-referiu saudando todo o esforço da FAO na disponibilização de recursos para a materialização do projecto.
De referir que a avaliação do currículo se insere num projecto denominado Reforço das capacidades dos produtores agrícolas para lidar com as mudanças climáticas no sentido de aumentar a segurança alimentar através da abordagem da EMC, financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

A DIRECÇÃO PROVINCIAL DE AGRICULTURA E SEGURANÇA ALIMENTAR REÚNE-SE EM IIº FÓRUM DE DIALOGO DO PASF


A Direção Provincial de Agricultura e Segurança Alimentar de Sofala esteve reunida no último dia 18 de Dezembro corrente, na Beira, em seu segundo Fórum de Dialogo do Projecto de Promoção da Produtividade Agrícola de Pequenos Produtores (PASF) na província de Sofala, uma contribuição do Governo da Áustria para a melhoria da intervenção do sector agrário no desenvolvimento da província, em particular, e do Pais, em geral.

A DIRECÇÃO PROVINCIAL DE AGRICULTURA E SEGURANÇA ALIMENTAR REÚNE-SE EM IIº FÓRUM DE DIALOGO DO PASF

ALCANCE DAS METAS DA CAMPANHA AGRARIA 2017/18
Texto: Paulino Paulene                                                                                                                   
A Direção Provincial de Agricultura e Segurança Alimentar de Sofala esteve reunida no último dia 18 de Dezembro corrente, na Beira, em seu segundo Fórum de Dialogo do Projecto de Promoção da Produtividade Agrícola de Pequenos Produtores (PASF) na província de Sofala, uma contribuição do Governo da Áustria para a melhoria da intervenção do sector agrário no desenvolvimento da província, em particular, e do Pais, em geral.
O encontro junta representantes de algumas direcções provinciais, dos SDAEs, chefes de serviços, quadros de craveira nacional do MASA e da Cooperação Austríaca e técnicos de diversas áreas.
A realização do encontro ocorre num altura em que o governo da província, na sua sessão ordinária, realizada no dia 22 de Novembro corrente, apreciou o desempenho do PASF e recomendou a integração de outros sectores provinciais que se associam a produção, nomeadamente a Comercialização, Obras publicas e Energia de modo a lograr sucessos nas acções planificadas. Trata se de discussão de um novo conceito vulgo NEXUS.
Adérito Salvador Mavie, director provincial da Agricultura e
 Segurança Alimentar de Sofala
Falando na sessão de abertura, Adérito Salvador Mavie, director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar de Sofala, sublinha, desde logo, que a contribuição da Áustria no PES 2018, no valor de 1.400 mil euros para a campanha agraria 2017/18, sobretudo na componente investimento, é determinante para o alcance das metas, porquanto a província se propõe a produzir um total de 2,831, 392 ton de culturas alimentares diversas, numa área de 883, 968 ha, representando um crescimento de 10.7 porcento em relação a campanha agraria 2016/17.
Olhando para as projecções comparativas a contribuição no investimento aos PES, Adérito Mavie revelou que para a 2017 a contribuição da Áustria esteve na ordem de 63 porcento no investimento, ao mesmo tempo que faz fé que em 2018 a contribuição da Áustria esteja acima de 70%.
_ “Não há duvidas que estamos perante um bom parceiro”- disse Adérito Mavie ressaltando que o actual Fórum de Dialogo do PASF sirva para cimentar a parceria através de um alinhamento que permitirá consolidar o entendimento por mais e longos anos.
Humbert Neuwirth, -Conselheiro da Cooperação Austríaca
para o Desenvolvimento, em Moçambique,
Adérito Mavie, a dado passo, não perdeu de vista o compromisso assumido como gestor para o alcance de resultados satisfatórios com a intervenção da Áustria na materialização do Plano Economico e Social.
Por seu turno, Humbert Neuwirth, conselheiro da Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento, em Moçambique, destaca a pertinência de a intervenção da Áustria se traduzir em resultados concretos no terreno. “Este fundo da Áustria tem que fazer diferença em Sofala” - afirmou observando não servir para trabalhos de rotina mas deve focalizar a integração de outros sectores corelacionados com a produção agraria.
João Oliveira - Administrador do distrito da Beira
Como se não bastasse, João Oliveira, administrador do distrito da Beira, falando na qualidade de anfitrião, qualificou a intervenção da Áustria como um exemplo de contrapeso e confiança a um governo comprometido com o bem-estar da população, numa clara alusão aos países que retiraram a injecção financeira ao Orçamento do Estado.
De mais a mais, João Oliveira apelou para a uma gestão criteriosa no uso dos fundos da Cooperação Austríaca. “Queremos que no fim do projecto seja possível ver a diferença que o projecto fez. O ponto de partida e de chegada do projecto” - rematou.
De salientar que no âmbito do PASF a província de Sofala elegeu 6 prioridades como seja a irrigação, produção local de sementes, aprovisionamento de insumos, transferência de tecnologias, produção intensiva de hortícolas e desenvolvimento institucional.

FAO FORMA EXTENSIONISTAS DE ONGS DE MANICA E SOFALA EM EMCS NA BEIRA

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) iniciou ontem o processo de formação de 6O extensionistas de Organizações Não Governamentais (ONGs) e dos distritos onde a abordagem das EMCs não está sendo implementada das províncias de Manica e Sofala sobre a incorporação do enfoque de adaptação as mudanças climáticas na metodologia da Escola na Machamba do Camponês (EMCs).
Trata-se do prolongamento de uma acção metodológica usada pela extensão rural pública que serve para aumentar o número de abrangência de famílias camponesas assistidas através de grupos e consequente adopção de tecnologias.
 Eng. Armando Dique Camissa - Chefe do
Departamento Provincial de Extensão Rural,
O treinamento se enquadra no âmbito do projecto Reforço das capacidades dos produtores agrícolas para lidar com as mudanças climáticas no sentido de aumentar a segurança alimentar através das EMCs.
Intervindo na sessão de abertura, o chefe do Departamento Provincial de Extensão Rural, eng. Armando Dique Camissa, sublinhou a importância do treinamento qualificando-o de vector de convergência de mudanças porquanto vai permitir melhorar conjuntamente o desempenho de ambas equipes de extensão pública e privada.
-“Este treinamento serve para falarmos a mesma linguagem junto dos produtores que ambos assistimos”-explicou Dique Camissa chamando a evidência a convivência com as mudanças climáticas na face da terra.
Por seu turno, o facilitador da FAO para Manica e Sofala, eng. Roide Torres, discursando na qualidade de agência financiadora vincou que, se pretende com o evento treinar os extensionistas na metodologia de EMCs e nos módulos de adaptação às mudanças climáticas para que possam abordar as matérias na assistência às famílias camponesas.
Eng. Roide Torres facilitador da FAO para Manica e Sofala, 
-“Com isso esperamos promover as tecnologias, enfoques de experimentação e ferramentas de aprendizagem durante a campanha agrária 2017/18”-declarou prosperando ver dominado o plano de implementação das medidas de adaptação climáticas nas EMCs.
Entre os temas e actividades a serem ministrados e realizados figuram a contextualização do projecto FAO, a metodologia de EMC, as mudanças climáticas e o seu impacto na agricultura, sistematização e apresentação da Análise do Sistema Agro- Ecológico (ASAE) e o dia campo para dar feição de cunho de práticas.
De referir que no âmbito do projecto (GCP/MOZ/112/LDF) foi desenhada uma estratégia em Abril deste ano para integrar o enfoque de adaptação às mudanças climáticas nas EMCs.
Alguns Extensionista que Participam no Treinamento
Como parte da estratégia, quanto se sabe, realizou-se um levantamento dos riscos e vulnerabilidades climáticas em comunidades rurais das províncias de Gaza, Sofala, Manica e Tete, bem assim um plano de adaptação das EMCs através da aplicação de um processo participativo. 

FAO MONTA 4 SISTEMAS DE REGA GOTA A GOTA EM CHEMBA

PRODUÇÃO DE SEMENTE E DE COMIDA
O distrito de Chemba, norte da província de Sofala, está em estado de graça no que a capacidade de produção diz respeito, por conta de a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), ter instalado no dia 1 de Outubro corrente, 4 sistemas de rega gota à gota, para igual número de beneficiários, na vila sede.
Trata-se de uma lufada de ar fresco para o distrito que, a semelhança de outros como Machanga, Chibabava, Muanza reclamam a injeção financeira de parceiros do sector agrário naqueles distritos.

Os sistemas, ora montados e entregues pela PROCAMPO, empresa que ganhou o concurso, aos produtores, se enquadra no âmbito da emergência da FAO e tem como objectivos a multiplicação da semente de milho (variedade ZM523), já semeada, e para a produção de comida para as comunidades camponesas.
Para coroar o esplendor desejado ao programa, a FAO forneceu aos produtores, em Junho último, 6100 kg de milho, 300kg de abobora, 6kg de quiabo e 14.4 ton de adubos.
Cada um dos sistemas de rega gota à gota, ora em funcionamento, tem a capacidade de irrigar 1 ha, onde a produção esperada, em termos de rendimento, e de 4 ton/ha, perfazendo em termos redondos uma produção de 16 ton de semente de milho.
De resto, os sistemas de rega beneficiam a duas associações e a dois produtores privados, ambos da vila sede do distrito, sendo que, o programa todo de emergência beneficia 3000 famílias camponesas.

Dr. Filipe Saize - facilitador do programa
de emergência da FAO em Chemba, 
Em declarações a reportagem do boletim "Machamba" e do blogue da DPASA Sofala, o facilitador do programa de emergência da FAO em Chemba, Dr. Filipe Saize, assevera que, com a intervenção da FAO "esta resolvida a produção de semente e de comida" para os produtores em toda época do ano.
-"Criamos condições para os produtores produzirem localmente a semente de milho. Não são poucas as vezes que os produtores adquirem a semente depois da época das sementeiras passar “-disse Filipe Saize para quem os sistemas de rega vão mitigar os efeitos da estiagem e empoderar os produtores na produção local de sementes.
Ao que a reportagem do boletim "Machamba" e o blog da DPASA apuraram, cada sistema de rega compreende um motobomba a diesel, um tanque reservatório e todo o lote de linhas de irrigação.
E, como que a colocar a cereja no bolo, tendo em consideração o clima semi-árido de Chemba, o programa introduziu o Sistema de Agricultura de Conservação (SAC) para mitigar os efeitos da estiagem e preservar o ambiente.
Com efeito, o programa apoiou os Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAEs) de Chemba com kits do SAC, nomeadamente, com 470 unidades cada de matracas, pares de botas, pulverizadores, mascaras, pares de fato-macaco e herbicida pós-emergente (glifosato).
Campo com sistema de rega montado

De referir que a entrega dos sistemas de rega foi precedida por um treinamento, organizado pela FAO, a seis extensionistas em SAC e em multiplicação de sementes.

FAO SOCIALIZA COM PRODUTORES EM SOFALA A EXISTÊNCIA DA LAGARTA DE FUNIL DO MILHO

PREPARAÇÃO DA CAMPANHA AGRARIA 2017/18
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) socializou com os produtores de Sofala, no passado dia 18 de Outubro corrente, mormente os do Vale do Rio Púnguè, distrito do Dondo, a existência da lagarta de funil do milho, de seu nome científico spodoptera frujiperda, uma peste nova e perigosa, em termos de danos, diagnosticada em Fevereiro deste ano no Pais.
A socialização da existência da praga ocorre numa altura em que inicia a campanha agrária 2017/18 em todo o Pais e visa preparar os produtores para qualquer eventualidade da eclosão da lagarta de funil do milho, no sentido de reduzir o impacto que possa trazer na segurança alimentar das famílias camponesas.
Com efeito, os diferentes produtores do Vale do Rio Púnguè se apropriaram do conhecimento sobre o ciclo de vida, o período de danos, o comportamento canibalístico e os cuidados a ter com lagarta de funil do milho.
Presença da Lagarta do Funil de Milho
Durante a Visita de Campo  - Rio Púnguè
Paralelamente, os produtores interagiram, em trabalho de campo, com os técnicos extensionistas e da FAO, entomologistas do Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique (IIAM), do Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e da República da África do Sul que participavam num treinamento na Beira sobre medidas de mitigação da lagarta de funil do milho, o qual permitiu passar o conhecimento da investigação para os extensionistas, desenhar medidas de adaptação climática a serem inseridas no currículo das Escolas na Machamba do Camponês (EMCs), partilhar experiencias com especialistas dos países da SADC que ja foram assolados pela peste, entre outros aspectos.
Como se não bastasse, o ponto mais alto da visita de campo foi a realização da Análise do Sistema Agro- Ecológico (ASAE) que consistiu na observação de campo, recolha e análise de dados, discussão e produção de recomendações.
Para uma maior organização, a equipe foi dividida em 3 grupos onde cada grupo teve a oportunidade de escolher ou o sistema de pedrinhas (lançar 10 pedrinhas e marcar as plantas onde a pedrinha cai) ou o sistema de zigue-zague (marcando-se as plantas nas partes de mudança de direção de zigue-zague-1 planta em cada 10 passos), para a escolha das plantas para a observação, de acordo com o protocolo desenvolvido pela FAO.
Visita de Campo (ASAE) - Púngue
Para todos efeitos foram deixadas recomendações aos produtores para destruírem amostras de cada planta que tenha sintomas de danos típicos da lagarta de funil de milho ou broca de colmo, como seja massas de ovos nas folhas, folhas perfuradas ligeiramente consumidas pelas larvas recém-nascidas, danos na bandeira ou inflorescência, espigas danificadas.
A par disso, foi deixado como tpc o desenrole de folhas que formam o funil e verificação da presença de larvas, ao mesmo tempo que foi feita a apresentação da armadilha e a montagem de pheromona sexual.
Por seu lado, o representante da FAO em Moçambique, Castro Paulino Camarada, de visita a Sofala, deixou uma palavra de conforto aos produtores e prometeu apoia-los na mitigação dos efeitos da praga e das mudanças climáticas.
Castro Paulino Camarada -Representante FAO em Moçambique, 
-"Nos como FAO continuaremos a apoiar para que os efeitos dessa praga não cause prejuízos avultados nas vossas vidas" numa clara alusão a segurança alimentar-afirmou apontando a fixação de armadilhas e consequente montagem de pheromonas sexuais e do controlo biológico, mediante a utilização de parasitoides, das ditas "tesourinhas e joaninhas" consideradas inimigas naturais da lagarta de funil do milho, estratégia trazida pela investigação, mas que está a trazer resultados positivos em outros países.
A dado passo, Castro Camarada qualificou a segurança alimentar um desafio tanto para o governo quanto para a FAO. Falando com cifras na mão, Castro Camarada frisou que o Pais tem 24% da população em insegurança alimentar.
-"Temos em Moçambique 24% da população em insegurança alimentar “-referiu sublinhando a tendência ser gradualmente decrescente, para quem o Pais precisa fazer muito mais na irrigação e na gestão da água.
Trabalho de Campo no distrito de Dondo (Rio Púnguè)
Mais do que isso, Castro Camarada contextualizou o surgimento da nova peste do milho como sendo de natureza transfronteiriça, dai ter elevado a importância da fasquia da colaboração regional, que segundo afirmou, está a acontecer na partilha da informação e no uso de melhores práticas.
Na mesma ocasião, a fonte revelou que a FAO nos 4 distritos da província de Sofala, onde actua, está a investir 38 milhões de meticais para a implementação de vários projectos, dentre os mais quotados, figuram os do apoio a segurança alimentar e o de adaptação as mudanças climáticas, com média de vigência de 3 à 4 anos.
-"Nos temos dado apoio em vários aspectos. Trabalhamos muito na metodologia das EMCs, sementes de qualidade, acesso facilitado aos insumos agrários, acções pós-colheita “-elencou não perdendo de vista a campanha de vacinação contra a doença de newcastle, educação nutricional e divulgação de tecnologias que ajudam a mitigar o impacto das mudanças climáticas.
A FAO em sofala actua nos distritos de Nhamatanda, Buzi, Maringué e Gorongosa.

FUNCIONÁRIOS E PARCEIROS DO VALE DO ZAMBEZE CONFRATERNIZAM NA BEIRA

POR OCASIÃO DE MAIS UM ANIVERSÁRIO DO DIRECTOR GERAL
Funcionários e parceiros da Agencia de Desenvolvimento do Vale do Zambeze organizaram uma surpresa agradável ao director geral da organização pela passagem de mais um aniversário natalício.
Foi caso de cantar parabéns à aquele que dirige neste momento o Vale do Zambeze. Bolo e champagne foram os requintes que apimentaram a ocasião que revela o reflexo da união da família do Vale do Zambeze.
O director geral do Vale do Zambeze, Roberto Albino, agradeceu a iniciativa e garantiu que não irá se esquecer do gesto dos colegas. “Prometo que nunca irei esquecer isso que fizeram comigo ”-afirmou advertindo para que exemplos do género sejam extensivos para todos os colegas.
De referir que a confraternização decorreu no intervalo da reunião anual do Projecto NICHE MOZ 230 e da reunião do Comité do Conselho Consultivo do projecto, a qual, entre outros aspectos, debateu os tópicos da investigação por ação, apresentou o plano de implementação do projecto no seu terceiro ano.

FAO CAPACITA TÉCNICOS EM CONTROLO DA LAGARTA DE FUNIL DO MILHO NA BEIRA

COM O LANÇAMENTO DA CAMPANHA AGRÁRIA A VISTA ESTE MÊS
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) capacita técnicos, na cidade da Beira, desde hoje até dia 19 de Outubro próximo, sobre a ameaça da eclosão da lagarta de funil do milho (spodoptera frugiperda), uma praga altamente perigosa aos produtores, que provoca danos na ordem de 100% de sobre as cultura em campo.
Participantes do treinamento sobre controle da larga de funil
O treinamento financiado pelo FAO se enquadra nas respostas do governo para mitigar eventual surto da peste e visa, entre outras aspectos, desenhar medidas de adaptação climática a serem inseridas no currículo das Escolas na Machamba do Camponês (EMC), passar o conhecimento da investigação para os extensionistas e partilhar experiências com especialistas dos países da SADC que já foram assolados pela peste.
Uma parte dos técnicos que participam no treinamento. no centro
Roide Torres,  Coordenador da FAO - Zona Centro
Participam no evento extensionistas das províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Maputo, entomologistas, pesquisadores do Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique (IIAM) e os da Zâmbia e do Zimbabwe.
Falando à reportagem do boletim “Machamba”, um dos organizadores da parte da FAO, Flávio Zaqueu, espera que os participantes saiam do encontro com conhecimentos mais consolidados sobre a praga que dizima mais de 80 tipos de culturas (arroz, mapira, trigo, cana sacarina) mas com maior apetência para o milho, principal cultura para a segurança alimentar.
Flávio Zaqueu - Organizador do Treinamento
por parte da FAO
 -“Esperamos sair daqui com medidas certas, recomendações exactas que os técnicos podem passar aos produtores ”-disse Flávio Zaqueu para quem os conhecimentos da investigação devem passar dos extensionistas para os produtores como seja os casos das armadilhas e do uso de formonas.
Flávio Zaqueu, apesar de ter assumido que a praga já está em todo o Pais, acautela que, Moçambique não tem ainda casos alarmantes sobre o impacto da devastação da praga, mas anota que uma eventual eclosão num dos países vizinhos poderá atingir a produção agraria nacional.
 No treinamento estão sendo objecto de estudo conhecimentos sobre a identificação e ciclo de vida da lagarta de funil do milho, praticas adequadas para o seu controle de acordo com as mudanças climáticas a serem implementadas nas EMCs, sendo que um dia de campo para trabalho prático é esperado no dia 18 deste mês.
Cultura de Milho infestada pela lagarta de funil
De salientar que a praga foi identificada em Moçambique em Fevereiro deste ano nas províncias de Tete, Manica e Gaza e afecta o milho nas partes áreas da planta como seja folhas, caule, espiga e na inflorescência, sendo que migra para o funil da planta alimentando-se folhas novas.
Dados avançados no primeiro dia treinamento indicam que o Brasil, onde a praga é endémica, os custos do controle da praga se situam em 600 milhos de USD por ano.

APOIO DA AGÊNCIA DO VALE DO ZAMBEZE

PARTICIPANTES REFLECTEM SOBRE A CADEIA DE VALOR DE SEMENTES NA BEIRA
-Em vista o surgimento de jovens empresários na área de sementes.

O desenvolvimento da cadeia de valor de sementes dominou a pauta de discussão da reunião anual do projecto NICHE MOZ 230 da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze que decorreu nos dias 11 e 12 de Outubro correntes na Beira.
Trata-se da segunda reunião anual do projecto NICHE MOZ 230, orçado em 3.9 milhões de euros para 4 anos de vigência do projecto, uma iniciativa do governo moçambicano e parceiros, cujo objectivo é melhorar a cadeia de valor de sementes por meio do fortalecimento de competências em áreas técnicas chave, bem como, o reforço da capacidade institucional de sete estabelecimentos de educação e formação agrária no Vale do Zambeze.
Roberto Mito Albino- Director Geral da Agência 
do Vale do Zambeze
Em declarações à imprensa, o director geral da ADVZ, Roberto Mito Albino, contextualiza que a realização do evento representa uma etapa importante do desenvolvimento do projecto, porquanto aperfeiçoa o estabelecimento de relações dentro do sector de sementes, através da melhoria da colaboração entre o sector académico e o sector privado de grande, media e pequena escala, como também, os serviços ligados a sementes.
-“ Se a orientação do governo é aumentar a produção e a produtividade agrária, a produção de sementes de qualidade certificada é crucial. Estamos a atacar o problema com a formação de quadros com competências para toda a cadeia de sementes ”-disse Roberto Albino elencando o início da formação de longa duração, nomeadamente, 15 licenciaturas, oito mestrados e três doutoramentos.
Falando sobre o que o projecto logrou alcançar, Roberto Albino, sublinhou a realização de seminários com o sector de sementes do Vale do Zambeze que permitiu avaliar a demanda de serviços do sector de sementes.
Olhando para a campanha agraria 2017-18, a ser lancada ainda este mês, Roberto Albino considera que o projecto tem um desafio acrescido quanto a contínua consciencialização da necessidade de sementes de qualidade, o que quanto a si, poderá contribuir para o incremento da produção e da produtividade agrarias.
-“ Dai que somos chamados a intervir nesse processo através do apoio na formação do pessoal técnico qualificado dotado de habilitado e aptidões necessárias que, a curto e médio prazo, possam estimular o surgimento de produtores e empreendedores com orientação para o mercado”-afirmou Robertto Albino para quem, em última instância, se traduzirá no incentivo ao sector de agro-negócio geração de divisas, criação de emprego e dinamização da economia nacional.
Para Roberto Albino, o foco do NICHE MOZ 230 está na produção e na disseminação do uso de sementes e dinamização da economia nacional. “ Produzir sementes é diferente de produzir grão ”-destrinçou assegurando a pretensão de a ADVZ montar um sistema que deia resultados permanentes na cadeia de produção de sementes.
A segunda reunia anual do NICHE MOZ 230, diga-se, além de ter apresentado o relatório anual de progresso, planos de Acão da IEFAS, aprovou conteúdos a ser objecto da investigação por ação dos diferentes estabelecimentos de ensino na área de sementes.

REGULAMENTO DO PRÉMIO AGRICULTURA


PRÉMIO AGRICULTURA PARA JORNALISTA


GOVERNO DEFENDE QUE A PRODUÇÃO DO LEITE SEJA UM NEGÓCIO RENTÁVEL E SUSTENTÁVEL

LANÇAMENTO DO PROJECTO MERCADO
  • 5.7 dos  14.3 milhões de usd serão investidos em Sofala;
  • A vista a criação de Fórum do Leite;
  • Efectivo do gado leiteiro sobe em Sofala de 2.632, em 2015, para 3.121 cabeças, em 2016.
O governo da província de Sofala defende que a produção do leite seja um negócio rentável e sustentável. A apologia foi manifestada pelo director provincial dos Recursos Minerais e Energia de Sofala, Gil de Carvalho, falando em representação da governadora da província, `a margem do lançamento oficial do Projecto de Expansão do Gado Leiteiro e Oportunidades de Negócio no Sector Leiteiro em Moçambique -chamado MERCADO, sexta-feira última (04/08/2017) havido na cidade da Beira.
Participantes do lançamento do programa MERCADO
O projecto resulta de uma parceria público-privada com o financiamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA) para o período 2016-21.
O programa MERCADO tem como enfoque o fortalecimento do sector leiteiro em Moçambique, mediante a catalisação de oportunidades de investimentos, treinamento, capacitação e criação de um ambiente conducente ao florescimento do sector leiteiro no País.
Outrossim, calcula-se que este programa visa aumentar substancialmente a produtividade agrária do sector leiteiro e expandir o potencial de comercialização do leite e derivados.

Numericamente, o programa prevê beneficiar 32.900 produtores directamente, de forma global, incluindo pequenos produtores, mini-agronegócios, processadores, produtores de ração, cooperativas, provedores de serviços e produtores do gado leiteiro com veia comercial. 
Gil de Carvalho -Director Provincial
 de Recursos Minerais
Falando nessa qualidade, Gil de Carvalho, chama atenção para que o leite produzido na província de Sofala sirva primeiro para a segurança alimentar e nutricional da população local, para quem o seu consumo deve ser promovido nas escolas e nas comunidades, sendo que, em segundo plano deve ser orientado para indústria de lacticínios.
Para Gil de Carvalho o leite produzido em Sofala deve ser um produto estratégico e competitivo no mercado nacional e regional na perspectiva de contribuir para economia nacional.
-"(...) que possamos melhorar a qualidade do leite e incrementar a produção de outros derivados como o queijo e manteiga"-referiu chamando a necessidade de a presença da Land O'Lakes servir para aumentar a produção e expandir as oportunidades de investimento no sector leiteiro.
Participantes do lançamento do projecto MERCADO

A dado passo, Gil de Carvalho desafiou o sector de Agricultura e Segurança Alimentar a promover sinergias entre programas e diferentes intervenientes na cadeia de valor do leite, nomeadamente, os produtores, os serviços de apoio, os provedores de insumos, os processadores, os distribuidores e a população em geral
Diga-se que no decurso do lançamento do projecto MERCADO foi analisado o relatório do final do projecto passado da Land O'Lakes (MDDP), apresentado o estudo de base do projecto MERCADO e o do das barreiras ao desenvolvimento da indústria leiteira em Moçambique.
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