FAO CAPACITA TÉCNICOS EM CONTROLO DA LAGARTA DE FUNIL DO MILHO NA BEIRA

COM O LANÇAMENTO DA CAMPANHA AGRÁRIA A VISTA ESTE MÊS
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) capacita técnicos, na cidade da Beira, desde hoje até dia 19 de Outubro próximo, sobre a ameaça da eclosão da lagarta de funil do milho (spodoptera frugiperda), uma praga altamente perigosa aos produtores, que provoca danos na ordem de 100% de sobre as cultura em campo.
Participantes do treinamento sobre controle da larga de funil
O treinamento financiado pelo FAO se enquadra nas respostas do governo para mitigar eventual surto da peste e visa, entre outras aspectos, desenhar medidas de adaptação climática a serem inseridas no currículo das Escolas na Machamba do Camponês (EMC), passar o conhecimento da investigação para os extensionistas e partilhar experiências com especialistas dos países da SADC que já foram assolados pela peste.
Uma parte dos técnicos que participam no treinamento. no centro
Roide Torres,  Coordenador da FAO - Zona Centro
Participam no evento extensionistas das províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Maputo, entomologistas, pesquisadores do Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique (IIAM) e os da Zâmbia e do Zimbabwe.
Falando à reportagem do boletim “Machamba”, um dos organizadores da parte da FAO, Flávio Zaqueu, espera que os participantes saiam do encontro com conhecimentos mais consolidados sobre a praga que dizima mais de 80 tipos de culturas (arroz, mapira, trigo, cana sacarina) mas com maior apetência para o milho, principal cultura para a segurança alimentar.
Flávio Zaqueu - Organizador do Treinamento
por parte da FAO
 -“Esperamos sair daqui com medidas certas, recomendações exactas que os técnicos podem passar aos produtores ”-disse Flávio Zaqueu para quem os conhecimentos da investigação devem passar dos extensionistas para os produtores como seja os casos das armadilhas e do uso de formonas.
Flávio Zaqueu, apesar de ter assumido que a praga já está em todo o Pais, acautela que, Moçambique não tem ainda casos alarmantes sobre o impacto da devastação da praga, mas anota que uma eventual eclosão num dos países vizinhos poderá atingir a produção agraria nacional.
 No treinamento estão sendo objecto de estudo conhecimentos sobre a identificação e ciclo de vida da lagarta de funil do milho, praticas adequadas para o seu controle de acordo com as mudanças climáticas a serem implementadas nas EMCs, sendo que um dia de campo para trabalho prático é esperado no dia 18 deste mês.
Cultura de Milho infestada pela lagarta de funil
De salientar que a praga foi identificada em Moçambique em Fevereiro deste ano nas províncias de Tete, Manica e Gaza e afecta o milho nas partes áreas da planta como seja folhas, caule, espiga e na inflorescência, sendo que migra para o funil da planta alimentando-se folhas novas.
Dados avançados no primeiro dia treinamento indicam que o Brasil, onde a praga é endémica, os custos do controle da praga se situam em 600 milhos de USD por ano.

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