PROIRRI ENTERVEM NA REPARAÇÃO DAS VIAS DE ACESSO EM ROTANDA

PARA  ESCOAMENTO  DA PRODUÇÃO 
O Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável, iniciou o processo de reabilitação de vias de acesso em Rotanda, distrito de Sussundenga, província de Manica.
ilustração das obras de construção de pontes
 A intervenção do PROIRRI  nas vias de acesso se insere  no quadro de melhorar as capacidades dos produtores  escoarem e venderem os seus excedentes agrícolas.
 Por conseguinte a reabilitação das estradas deriva do facto de se ter constatado haver um grande potencial agrícola na região de Rotanda sub-aproveitado, porem , em  decorrência de as vias de acesso  se mostrarem deficitárias, facto que desembocou na elaboração de um estudo  recomendando a reabitação das vias.
ilustração da Ponte na Sua fase conclusiva

Com efeito, os troços Messambuzi – Tsetsera, compreendendo 9.5Km, Rotanda – Mussapo, compreendendo 12km, estão em obras a coberto de fundos do PROIRRI.
 Adjudicadas à empreitada nacional CBC, o custo das obras está avaliado em 9.963.639,00Mt e cerca de 11 milhões de meticais, respectivamente, para Messambuzi-Tsetsera e Rotanda – Mussapo.
A esta altura, tanto um como outro troço, as obras  estão numa fase  avançada, sendo certo que, o trabalho de limpeza  foi concluído  e em curso a construção de pontecas e aquedutos.
O coordenador de campo do PROIRRI Manica, Leonardo Lucas Manhique, qualificou a intervenção do projecto nas vias de acesso  como  boa  e oportuna, argumentando haver muita produção .
Coordenador de campo do PROIRRI Manica, Leonardo Lucas Manhique

-“(…) só as quatros associações  tem quase 500ha”- revelou ajuntando que, a instalação dos quatros sistemas de rega, pressupõe a capacidade de absorção.
De salientar  que, os  produtores de Rotanda trabalham em estreita colaboração com a companhia de Vanduzi, para a absorção dos excedentes agrícolas.

PROIRRI MANICA CAPACITA PRODUTORES EM SALVAGUARDAS AMBIENTAIS E SOCIAIS

NO ÂMBITO DAS POLÍTICAS DO BANCO MUNDIAL 
O Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI) Manica capacitou 154 produtores, nos dias 8 e 9 de Outubro corrente, na localidade de Tsetsera, Posto Administrativo de Rotanda, distrito de Sussundenga, naquele que foi o 1° treinamento sobre salvaguardas ambientais e sociais neste ano.


 O certo é que o treinamento se circunscreve no âmbito das políticas do banco mundial um dos principais financiadores do projecto que, para financiar um projecto impõe condições, sendo que, uma das políticas é das salvaguardas ambientais e sociais, a qual se candidata a tornar os projectos sustentáveis ambientalmente.
Tratou-se do treinamento que teve o condão de abarcar o maior número de participantes e de todos membros das quatros associações beneficiárias de Tsetsera.

A realização do treinamento decorre do facto de a localidade de Tsetsera estar projetada para a construção de quatro regadios designadamente as associações de Kufa Ndaedza, na fase da consignação da construção, kuguta y Bhaza; kuguta kuchanda e Muromo  Anachinha, todas na fase de processo de consignação das obras.
Além de produtores, o treinamento contemplou a participação de outros parceiros de implementação do PROIRRI, como seja, representantes das Obras Publicas e Habitação, Ara Centro, da Direcção do Meio Ambiente, chefes de Serviços da DPASA, entre outros.
Chefe do Posto de Rotada, Lucas Taunde
A verdade é que o treinamento dotou os participantes de conhecimentos sobre práticas que garantem o uso sustentável dos investimentos em sistemas de irrigação e infra-estruturas de apoio desenvolvidos pelo projecto, bem assim, a conservação e gestão ambiental. 
Intervindo na sessão de abertura, o chefe do posto de Rotada, Lucas Taunde, sublinhou a necessidade de os produtores controlarem os recursos naturais que usam, sustentando estarem no estado que estão devido ao papel que os antepassados tiveram na conservação dos mesmos.
-“Se nos lembrarmos…. No tempo colonial nunca vimos eucaliptos a serem queimados”- disse Lucas Taunde anotando não ser novo o que iriam ser transmitidos.

A par disso, Lucas Taunde, exortou os participantes para não serem meros espectadores, ao mesmo tempo que, apelou-os a dar opiniões e a transmitir experiencia da vida na superação de problemas ligados ao quotidiano dos produtores. 

Coordenador de campo do PROIRRI Manica, eng. Leonardo Lucas Manhique
Por seu turno o coordenador de campo do PROIRRI Manica, eng. Leonardo Lucas Manhique, vincou que o treinamento sobre salvaguardas ambientais e sociais tem haver com a maneira como a comunidade de tsetsera cuida do ambiente nas machambas, florestas, fontes de água, entre outros aspectos.
Fazendo uma rotura com a metodologia do passado em que nos treinamentos só participavam os representantes das associações, Leonardo lucas Manhique abriu, o que chamou de “capacitação para todos”, segundo afirmou “cada um vai ouvir sozinho e não esperar que alguém venha lhe informar”

Aly Tombate
Falando sobre as salvaguardas ambientais, Aly Tombate , chefe do Departamento de Gestao  Ambiental, da Direcção Provincial de Ambiente , considera serem importantes porquanto oferecem ferramenta para o desenvolvimento sustentável.
Para Aly Tombate , as salvaguardas  ambientais  visam não causar danos ao ambiente. A titulo ilustrativo observou que “ se instalarmos um sistema de rega e não olharmos para as questões ambientais, poderemos  ter a destruição de um canal, por erosão, o projecto pará, porque  não teremos recursos adicionais  para  pôr cobro a situação” -  afirmou  acrescentando  que , paralelamente a isso, as salvaguardas ambientais  propõem medidas para gerir riscos e reputar cada associação.
De mais a mais, Aly Tombate,  frisou haver outros critérios  para o Banco Mundial  financiar projectos, entre os quais , a localização do projecto, vai dai que, precisou que o Banco Mundial não financia  projectos que estiverem dentro de um ecossistema  sensível, numa clara alusão à reservas, como seja, de Chimanimane, de Marromeu, entre outros, o mesmo acontecendo com os locais sagrados, de conflitos.
De resto, o treinamento possibilitou os produtores aferirem os impactos ambientais e as medidas  de  mitigação .
Um dos grupos de trabalho 
Como se não bastasse, o treinamento longe de ser simplesmente transmissão de  conhecimentos , valorizou as experiencias locais dos produtores no controlo dos problemas quotidianos das  comunidades.
Mais do que isso , o treinamento permitiu arrancar dos  produtores o cometimento quanto ao cumprimento das politicas  do Banco Mundial.
Ademais, o encontro  reacendeu o interesse de reforçar o policiamento comunitário em relação as queimadas descontroladas, poluição da água e do ambiente, desmatamento entre outros.
Num outro prisma sugeriu a elaboração de um regulamento, ao nivel dos comités de gestão, prevendo penalizações a quaisquer membros que violarem as normas de convivência.
Para todos efeitos, o treinamento recomendou o uso de pesticidas como a ultima alternativa de controlo das doenças.
No mesmo diapasão  ficou claro que, nos primeiros momentos da doença da planta, é imprudente usar o pesticidas com rotulo  vermelho sob pena  de criar resistência na praga.
Os constrangimentos que apoquentam os produtores, mormente a falta de roupa para a pulverização , encontraram na janela do Donativo Comparticipado do PROIRRI a  resposta com a comparticipação do produtor em 15% do custo global do equipamento para associação.

De qualquer  forma, os produtores elegeram a partilha da água como o conhecimento mais valioso do treinamento .
De uma maneira geral o treinamento discutiu as politicas do Banco Mundial  (OP 4.01) relativo à avaliação ambiental ; (OP 4.09) atinente ao Meneio de pragas e doenças; (OP 4.37) sobre a Seguranca de  barragem; (OP 4.36) que versa sobre Florestas Naturais  e (OP 4. 04) que aborda Habitas Naturais.
O treinamento, convenha-se , passou em revista a Gestão das águas e legislação em Mocambique.
O treinamento não perdeu, igualmente, de vista a análise dos problemas ambientais e as medidas de mitigação, tecnologias agrárias sustentáveis e amigas do ambiente, bem assim, privilegiou os trabalhos em grupo.

Refira-se que, o próximo treinamento sobre salvaguardas ambientais e sociais terá lugar na localidade de Mussapo.

PROIRRI MANICA PROMOVE TREINAMENTO EM SALVAGUARDAS AMBIENTAIS E SOCIAIS

Tem lugar amanhã no distrito de Sussundenga, província de Manica, o Treinamento de produtores sobre Salvaguardas Ambientais e Sociais. No encontro que deverá durar dois dias, são esperados pelo menos 180 beneficiários.
 Inserido no âmbito da implementação das actividades do Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI), o treinamento visa dotar os participantes de conhecimentos sobre práticas que garantem o uso sustentável dos investimentos em sistemas de irrigação e infra-estruturas de apoio desenvolvidos pelo projecto, bem assim, a conservação e gestão ambiental.    
De referir que o treinamento terá lugar na localidade de Tsetsera.  

INCAJU promove palestras em estabelecimentos de ensino em Sofala



NO ÂMBITO DA SEMANA DO CAJU

O Instituto Nacional de Fomento do Caju (INCAJU), Delegação de Sofala, iniciou, esta semana, um ciclo de promoção de palestras nos diversos estabelecimentos de ensino que ministram cursos de agro-pecuária.

As palestras, convenha-se, muito concorridas por estudantes, havendo casos que lotavam as salas, se subordinam ao tema A Importância do Subsector do Caju na Economia das Comunidades em Moçambique.

Como que a consubstanciar o facto, a reportagem do Boletim “Machamba” testemunhou in loco a campanha de divulgação do sub-sector do caju no Instituto Superior de Ciências e Tecnologias Alberto Chipande (ISCTAC-Beira), Escola Técnica do Partido Frelimo (Beira), Colégio Politécnico de Nhamatanda, Escola Profissional Familiar Rural-Estaquinha e Barada (Búzi).     

As palestras enquadram-se nas festividades da semana do INCAJU que se comemora de 10 à 17 de Setembro corrente, sendo que, se comemora à propósito da 9ª Conferência Internacional do Caju, a ter lugar em Maputo, de hoje à 24 de Setembro corrente, um evento organizado pela Aliança Africana do Caju em parceria com o INCAJU e a AICAJU, a qual deverá contar com a presença de mais de 300 especialistas de países africanos produtores de castanha de caju, como sejam, a Costa de Marfim, Guine Bissau, Nigéria, Quénia, entre outros.
Directora Nacional do INCAJU, Filomena Maiópè

Em comunicação muito recente, a Directora Nacional do INCAJU, Filomena Maiópè, sublinhou que, para além do próprio seminário, realizar-se-á um festival do caju onde “os produtores nacionais vão colocar à venda os mais variados sabores da amêndoa, incluindo outros derivados como aguardantes, sumos, entre outros”-anunciou anotando constituir, o evento, um momento em que diversos intervenientes da cadeia do caju irão apresentar a suas preocupações e reflectir sobre o desenvolvimento do sector.
 

Ate onde o Boletim “Machamba” sabe e longe de ser uma simples conferência, o evento não vai perder de vista as mais recentes tendências e boas práticas, bem assim a exposição de novas tecnologias e equipamentos usados no sub-sector do caju.    

o delegado o INCAJU, em Sofala, Sifa Bernardo António
Em declarações ao Boletim “Machamba”, o delegado o INCAJU, em Sofala, Sifa Bernardo António, qualificou estar em festa e destacou a pertinência da realização das palestras, aos estudantes, considerando serem um veiculo de despoletamento de futuros grandes farmeiros do caju. “(…)porque o nosso público alvo são os estudantes de agropecuária. Alguns deles vem do campo, vai dai que podemos criar interesse neles”- disse Sifa Bernardo. 
Por outro lado, Sifa Bernardo, falando sobre os estudantes de nível superior, cogita, com a realização das palestra, atrair a atenção deles no sentido de se interessarem pelo caju nas suas abordagens, ao nível dos seus trabalhos de licenciatura ou de outros níveis que poderão atingir, entendendo ser uma contribuição para o país.   

Instado a responder sobre os assuntos que capitalizaram mais atenção, Sifa Bernardo, destaca que as palestras abordam basicamente questões sobre o Subsector do INCAJU, procurando fazer uma radiografia daquilo que foi o subsector no passado, os problemas que aconteceram e o esforço que esta sendo feito, neste momento, no sentido de se revitalizar o subsector, à luz do decreto 43/97 de 23 de Dezembro.

Para todos efeitos, Sifa Bernardo, colocou o dedo na ferida reconhecendo estar longe das cifras da produção da castanha de caju do tempo colonial que situaram em 216.000 ton da cultura, na campanha agrícola 1972/73, altura que Moçambique ganhou o galardão de maior produtor mundial. “ (…) hoje estamos na casa das 100 mil ton”-rematou.

Tecnicos do INCAJU dando Palestras









No mesmo diapasão, respondendo a questionamentos de estudantes sobre as causas do declínio da produção até a pior safra, que se situou em 18.000 ton, Sifa Bernardo, frisou, a um tempo, haver causas ligadas a produção, da quais se destacam o envelhecimento do parque cajuicola nacional, falta de maneio devido a guerra civil e prevalência de pragas e doenças.

A outro tempo, Sifa Bernardo, disse acrescidamante estarem, a par das causas ligadas a produção, as causas ligadas a investigação, como seja a insuficiência de recursos humanos e do material genético.
 



Para reverter o cenário, Sifa Bernardo, afirmou estarem em curso novos plantios de cajueiros e produção de mudas, porquanto o país iniciou em 1997 com a produção, por campanha, de um milhão de plantas estando, nos dias que correm, a produzir cercam de 3 milhões/ano.  

Fazendo uma analogia da mão-de-obra empregue no subsector do caju, Sifa Bernardo referiu estar próximo da mão-de-obra empregue na era colonial. “no tempo colonial, o subsector do caju empregava 20.000 trabalhadores e hoje estamos com 9.000 trabalhadores que vivem da cultura do caju”-aludiu ressaltando ter, o país, arrecadado 54 milhões de USD só com a castanha de caju, em bruto, com a exportação da cultura.

De referir que as palestra ainda vão abranger outros distritos na segunda fase.




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