LAND O'LAKES INSTA A BANCA A FINANCIAR A CADEIA DE LEITE

GESTÃO DE FARMAS
A Land O'Lakes INC (Internacional Development), uma ONG sediada na cidade da Beira, vocacionada ao relacionamento da cadeia do leite, na província de Sofala e Manica, lançou uma ofensiva nos dias 17 e 18 de Agosto corrente com intuito de interessar as instituições financeiras a olharem para a cadeia de valor do leite como uma oportunidade para fazerem negócios, mediante a realização de um seminário, na Beira, subordinado ao tema "Gestão de farmas e Oportunidades de financiamento na cadeia de valor do leite".
Na verdade, a estratégia serviu para congregar, numa mesma sala, produtores de leite, processadores, responsáveis das cooperativas leiteiras, criadas no âmbito da Lei número 23/2009; o governo e a banca.
Por outro lado, a interacção entre as partes envolvidas, a visita a alguns produtores que se beneficiaram da alocação de vacas leiteiras da espécie Jersy e os centros de recolha do leite, permitiu viabilizar a formação de acordos verbais e a partilha de bolsas de contactos entre as partes, bem assim, a incentivação aos produtores ao licenciamento das actividades que desenvolvem, O piscar de olho a banca decorre da necessidade de tornar a cadeia de valor do leite como negocio (Farmer as business) na perspectiva de a Land O'Lakes dinamizar a economia das famílias produtoras através da venda do leite.
O seminário, entre outros aspectos, abordou temas como "Situação da produção do leite na província de Sofala; Programa de desenvolvimento da cadeia de valor do leite em Moçambique, realizações, impactos e desafios".
Produtor de Leita (Benefiario do credito bancario)
Francisco Rego
A par disso, o seminário aflorou o estágio e desafio das micro-empresas e cooperativismo desenvolvimento do agro - negocio e praticas de produção do leite em Moçambique - Caso de Sofala.
Mais do que isso, o seminário discutiu as oportunidades de financiamento ao agro – negocio /sector leiteiro.
O encontro, outrossim, constatou haver boas experiencias anteriores boas na ligação com a banca, sendo que os resultados são satisfatórios, por conta de não haver produtores com cadastro de não poderem amortizar as letras bancárias.
Não menos importante foi o facto de a banca ter assumido, de forma isolada, o negocio do leite como economicamente viável, porquanto tem maior parte do tempo (9 meses de mungição) a produzir rendimentos, contra 3 meses de pausa (seca).
Afora os bancos terem ficado com o TPC de massificar a divulgação dos seus produtos a vários níveis.

Tratou-se de um primeiro passo rumo a aproximação dos principais actores da cadeia de valor do leite.
Abordado pelo boletim "Machamba", O coordenador da Land O'Lakes considerou haver oportunidades de a banca entrar na cadeia de valor do leite, ressalvando não poder ser exactamente na aquisição de animais.
-"Lançamos aqui uma caminhada de forma conjunta para o desenvolvimento da industria leiteira na nossa província"-referiu o eng. Marino Nhambeto, para quem a questão do crédito tem que estar presente.
Como sonhar não paga imposto, Marino Nhambeto lançou, com base nas sinergias criadas, a pretensão de a província de Sofala ter uma indústria leiteira robusta.

CONSTRUCAO DE 3 CENTROS DE RECOLHA DE LEITE
Centro de Recolha de Leite - Dondo
A Land O'Lakes, esta na construir nas cidades da Beira e Dondo, em Sofala, 3 Centros de Recolha de Leite. A organização pretende com a construção das infra-estruturas melhorar a qualidade do leite e aumentar a sua coloção no mercado domestico formal, se bem que a maior parte do leite produzido e vendido nos circuitos informais, dada a diminuta capacidade de absorção da Fabrica de Leite da Beira.
A construção dos Centros de Recolha do Leite custou aos cofres da organização 249.947 USD americanos para o apoio ao sector familiar.
Em declaração a imprensa, o coordenador da Lando O'Lakes, Marino Nhambeto anotou, paralelamente a construção dos Centros de Recolha do Leite, estarem a ser elaborados planos de negócios para mais de mil pequenas e medias empresas.
-"A produção e o processamento do leite em Sofala deve servir de vector de geração de rendimentos para os pequenos produtores"- disse Marino Nhambeto.

FASE II DA LAND O'LAKES (MERCADO)
 
O coordenador da Land O''Lakes, Marino Nhambeto
O coordenador da Land O''Lakes, Marino Nhambeto aproveitou a ocasião para anunciar o advento da fase II do projecto que, formalmente responde pelo nome de "Mercados" com vigência de 2016-2021. 

De acordo com Marino Nhambeto a fase II da organização estará focada na oferta e na qualidade do leite. "Nesta fase não descuidamos do aumento da manada, e claro, recurso a banca como motor da dinamização da cadeia do valor do leite"-precisou ressaltando que visa responder as actuais fraquezas relativas aos equipamentos, infra-estruturas, logística, sistemas de frio e tecnologias.
A chefe dos Serviços Provinciais de Pecuária
Dra. Maria Conceição Proença
Por seu turno, a chefe dos Serviços Provinciais de Pecuária (SPP) de Sofala, Dra. Maria Conceição Proença faz vénia ao trabalho da Land O'Lakes, afirmando ser graças a aquela organização que Sofala tem um sector familiar muito rico em termos de ganhos na criação de gado leiteiro e na produção do leite.
De mais a mais, Maria Conceição afiançou que o governo esta a fazer de tudo para que a Fabrica de Leite da Beira, com capacidade de absorver e processar 7500Lt/dia, mas que só processa 700/800Lt/dia seja capitalizada. " Vos asseguro que o governo esta preocupada com a Fabrica de Leite"-indicou observando que vai melhorar a gestão da fábrica.
Igualmente Maria Conceição falou da necessidade de se fazer planos de investimento que valorizem o pasto para evitar as queimadas descontroladas.

POTENCIALIDADES DA PROVINCIA DE SOFALA / FACIM 2016

Mecanização Agrária

BANCO MUNDIAL PONDERA ESTENDER VIGÊNCIA DO PROIRRI

HÁ 13 MESES DO TÉRMINO DO PROJECTO
O Banco Mundial (BM) admite prorrogar o tempo de vigência do Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI) nas províncias onde o projecto opera, nomeadamente Zambézia, Manica e Sofala.
O propósito foi manifestado no decurso da Missão Conjunta MASA/Banco Mundial havida em Manica, entre os dias 10 à 14 de Maio corrente, no âmbito da monitoria e avaliação do projecto que já vai no seu 5º ano.

Em dois dedos de conversa, o gestor do PROIRRI no BM, Dr. Aniceto Bila coloca tudo no preto e no branco e confirma a extensão do projecto, dissipando tudo o que eram dúvidas e incertezas à volta projecto.
Gestor do PROIRRI no BM, Dr. Aniceto Bila
-“Acordamos algumas metas para o projecto se beneficiar de uma extensão”-revelou anotando ser inferior à 2 anos, sendo que, ocorre num período quando faltam apenas 13 meses para o término do projecto, com o agravante de o contrato de alguns provedores de serviço expirar, muitos deles, antes do final do ano. “O tamanho da próxima operação (tecto financeiro) depende da avaliação que esta missão recomendar”-rematou.
Fazendo uma radiografia da visita, Aniceto Bila sublinha que a missão teve oportunidade de ver o projecto nas suas três (3) componentes, notadamente, Desenvolvimento de capacidades institucionais e de gestão participativa (I); Investimento em sistemas de irrigação e apoio as infra-estruturas (II) ; e Subvenção de partilha de custos para a produção de mercado e desenvolvimento da cadeia de valores.
-“Sentimos que as três componentes do projecto estão em plena actividade”-afirmou Aniceto Bila vincando não serem conclusivas as ideias, ao mesmo tempo que assume que a componente 1 foi a que, até ao momento, mais avançou em termos de implementação.
De mais a mais, a fonte qualificou de positiva a implementação do PROIRRI na sequência de ter garantido a adopção de tecnologias nas áreas irrigadas, afora ter produzido vários instrumentos e acordado metas.
Num outro desenvolvimento, a fonte, baseando-se nos dados dos rendimentos nos regadios, que se afiguram encorajadores, desafia à todos intervenientes a se empenharem na produção, em três épocas/ano, em horticultura e produção por contrato.

PROIRRI VAI DISPOR DE 1.333HA DE ÁREA IRRIGADA

CAMPANHA AGRÁRIA 2016/2017
O PROIRRI vai, na campanha agrária 2016/2017, conferir um novo figurino à produção agrária, no que a área irrigada diz respeito.
As 3 províncias (Sofala, Zambézia e Manica), onde opera o projecto, nas suas 3 linhas, designadamente, produção por contrato, de arroz e de horticultura, com a intervenção do PROIRRI vão dispor de mil trezentos e trinta e três hectares (1.333ha), o equivalente ao cumprimento da meta física de área irrigada, previamente estabelecida.

Gestor do PROIRRI no Ministério da Agricultura e
Segurança Alimentar, Eugénio Nhone
 
A informação foi avançada pelo gestor do PROIRRI no Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), Eugénio Nhone há dias no chimoio, quando abordando pela imprensa, na sequência  da visita  de supervisão que efectuou à província de Manica de 10 à 14 de Maio corrente.
-“Temos neste momento em fase de conclusão de obras 1300ha para este ano. Ainda este ano vamos concluir 510ha de área para irrigar arroz”-referiu precisando que, até ao momento, a região conta com 661 ha.
Cultura de repolho em campo (Regadio de campo 4)-Vanduzi
Sobre a sustentabilidade dos regadios, Eugénio Nhone considerou ser um assunto que tem a sua complexidade, vai dai que, vincou que a gestão do regadio tem que pressupor a geração de recursos ligados ao mercado cuja parte da receita seja aplicada na manutenção e reparação dos regadios.
De notar que os produtores da associação Agro-pecuária de Campo 4 beneficiaram de treinamentos sobre a preparação do solo, produção agrícola, preparação do viveiro, adubação, adensamento e salvaguardas ambientais e sociais.
A associação de Campo 4, tem 50 membros, dos quais 14 mulheres e explora uma área de 24.5ha

MISSÃO CONJUNTA BANCO MUNDIAL/ MASA VISITA REGADIO DE CAMPO 4 EM VANDUZI

BANCO MUNDIAL FAZ BALANÇO POSITIVO DO PROIRRI
A missão conjunta do Banco Mundial /MASA, ficou impressionado com o trabalho de implementação do projecto para o Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI), nas três províncias onde opera o projecto.
Em declaração a imprensa, hoje, em Vanduzi, Província de Manica, o gestor do PROIRR no Banco Mundial, por sinal, chefe da missão, Aniceto Bila, faz um balanço positivo da implementação do projecto por conta de estar a impulsionar a produção a produção agrícola e estabelecimento da cadeia de valor.
Cultura de Repolho em Campo (Regadio de Campo 4)-Vanduzi
A avaliação foi feita à margem da visita de campos, hoje efectuada em Vanduzi no regadio da associação Agro-pecuária de Campo 4 no âmbito da missão da monitoria e avaliação que Banco Mundial, principal financiado e o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), efectuam na região centro do país de 10 à 14 de Maio corrente.
Aniceto Bila sustenta a avaliação baseando-se na superação das metas de produção por hectares das culturas praticadas nos regadios.
Gestor do PROIRR no Banco Mundial, Aniceto Bila
-“Olhemos para o repolho, antes da intervenção do PROIRRI o rendimento era de 6 ton/ha …mas depois da intervenção do PROIRRI temos aqui no Campo 4 rendimento de 32 ton/ha”- disse observando que o PROIRRI previa uma meta de 25 ton/ha.
A par aumento de rendimento, Aniceto Bila, destacou haver uma consolidação na formação dos camponeses, numa clara alusão à transferência de tecnologia ao mesmo tempo que elogiou a associação de Campo 4, pela disponibilidade de água que tem. “Com a água que tem e que os outros não a tem, podem produzir todo ano”-encorajou aspirando ver transmitidos os conhecimentos dos produtores do regadio de Campo 4 para outros.


Cultura de Repolho  (Regadio de Campo 4)-Vanduzi
Aniceto Bila, a dado passo, quando instado pela imprensa sobre dificuldades encaradas, apontou o acesso ao mercado e aos insumos, sendo que é optimista quanto ao estabelecimento de uma parceria com o sector privado para o fornecimento de sementes e fertilizantes.
Refira-se que o regadio de Campo 4 foi o primeiro regadio a ser concluído há 18 meses, na linha de produção por contrato em Manica.





PRODUTORES SATISFEITOS COM PROIRRI
Os produtores beneficiários do regadio de campo 4, mostram-se satisfeitos com a intervenção do PROIRRI nas suas vidas.
Produtor de Contacto do Regadio Campo 4, Isac Queface



Isac Queface, produtor de contacto da associação fala de melhorias que se traduzem na auto-construção de casas de alvenaria, aquisição de animais de tracção animal e motociclos.







Produtora no regadio de Campo 4, Maria Martinho Meque



Por seu lado, Maria Martinho Meque diz consigo sustentar a família e colocar os filhos a estudar no Chimoio à mercê dos rendimentos da produção agrícola.

BANCO MUNDIAL AVALIA O DESEMPENHO DO PROIRRI

SUSTENTABILIDADE DOS REGADIOS NO CENTRO DAS ATENÇÕES
Uma missão conjunta do Banco Mundial, principal financiador, e Ministério de Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) escalou a província de Manica para uma visita de trabalho de 10 à 14 de Maio corrente.
O objectivo da missão é fazer monitoria e avaliação das actividades levadas a cabo pelo Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI), nas três províncias onde o projecto opera, designadamente Sofala, Manica e Zambézia, com enfoque na província de Manica para fazer o acompanhamento e dar suporte técnico visando melhorar o desempenho do projecto.
Trata-se da 8ª missão de supervisão desde que o projecto entrou em funcionamento em 2011 e ocorre num momento em que a faltam 13 meses para o término do PROIRRI.
A missão conjunta integra os especialistas do Banco Mundial, notadamente das áreas de monitoria e avaliação, consultores, das salvaguardas ambientais e sociais, de irrigação além do governo e provedores dos serviços que implementam as linhas de produção de arroz, horticulturas e de produção por contrato.
Gestor do Projecto no Banco Mundial, Aniceto Bila
Em jeito de quebra-gelo, o gestor do Projecto no Banco Mundial, Aniceto Bila, destaca que a missão visa aferir o estágio da implementação do PROIRRI em termos de execução.
Ademais ajuntou que no cerne da missão esta a sustentabilidade dos regadios “ a esta altura temos que tornar os regadios produtivos e sustentáveis, a longo prazo” -afirmou Aniceto Bila.
Para Aniceto Bila, as organizações dos produtores é nevrálgica porquanto dela depende a produção, a comercialização e a cadeia de valor.
Refira-se que a visita vai privilegiar trabalho de campo no regadio Campo 4 na 5ª feira.
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