SOFALA ESTABELECE CENTROS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS AGRÁRIOS NO BÚZI

PROGRAMA NACIONAL DE MECANIZAÇÃOAGRÍCOLA
O governo de Sofala estabeleceu, em Fevereiro corrente, os primeiros Centros de Prestação de Serviços Agrários (CPSA), ao nível da província, no distrito do Búzi, naquela que foi considerada a materialização dos esforços do governo no combate à fome e a pobreza rural, sendo vez para dizer que agricultura mecanizada no Búzi é uma realidade.
Director Provincial de Agricultura e Segurança alimentar  Miguel Luis Coimbra fazendo entrega das chaves dos tratos a um dos gestores de Centro de Prestação de Serviço
A cerimónia, diga se, pomposa, compreendeu a entrega de três molhos de chaves a igual número de gestores, cujo mérito foi via concurso público, para os centros da Vila Sede, Nharongue e Bandua. 
Cada um dos três gestores dos centros de prestação de serviços recebeu oito tractores e suas respectivas alfaias, os quais custaram aos cofres do Estado 54 milhões de meticais, 5% dos quais, resultantes da comparticipação dos beneficiários (2 milhões e setecentos mil meticais), sendo que, o custo da primeira e da segunda revisão, a cargo do Consorcio SOTEMA, da maquinaria estão inclusos no valor da compra.
Tanto quanto se sabe, os CPSA são organizações público privadas, criadas pelo Ministério de Agricultura e Segurança Alimentar para o provimento de insumos e serviços de preparação dos solos, sementeira, irrigação, colheita e pós-colheita aos agricultores do sector familiar.
Além do aceso à maquinaria e venda de insumos, pretende-se que estas unidades sejam o suporte da cadeia de valor, agregando os serviços de extensão agrária, processamento, conservação, transporte e comercialização.
Os centros de prestação de serviços agrários estão a ser implementados pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) e operados em parceria com o sector privado ao abrigo do Programa Nacional de MecanizaçãoAgrária (PNMA).
O projecto é financiado com recursos do programa “Mais Alimentos Africa” criado pelo governo brasileiro em 2010 e conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), no âmbito da cooperação Sul/Sul para o reforço da estratégia do governo de reduzir a pobreza e aumentar a produtividade na agricultura familiar.
Director Provincial de Agricultura e Segurança alimentar Miguel Coimbra
O director provincial de Agricultura e Segurança Alimentar, eng. Miguel Luís Coimbra, intervindo por ocasião da efeméride, em representação da governadora da província, qualificou que a instalação dos CPSA representa uma oportunidade para os produtores do Búzi pelas excelentes condições agro-ecológicas existentes no distrito, mormente para a produção do arroz, do qual o distrito é potencial; milho; mapira e gergelim.
Falando nessa qualidade, Miguel Coimbra disse que, com a instalação dos CPSA estão criadas as condições para o aumento da produção e da produtividade.
Delegado Regional Centro do Fundo de Desenvolvimento
 Agrário (FDA), Alcides Nhamatate
Abordado O Delegado Regional Centro do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), Alcides Nhamatate, considera tratar-se do primeiro de seis CPSA ao nível da província de Sofala. “Faltam instalarmos os CPSA de Chibabava e Namatanda”-ressalvando que o FDA já alocou 107 tractores e respectivas alfaias aos CPSA.
Para Alcides Nhamatate, o objectivo é criar condições para facilitar o acesso à semente melhorada, fertilizantes, pesticidas, serviços de preparação de solos e promoção do processamento e comercialização de produtos agrícolas, integrando os vários sub-sectores da cadeia de valor agrícola.
Num outro desenvolvimento, afora a alocação de tractores aos CPSA, Nhamatate salientou terem sido alocados mais 44 tractores às instituições públicas que desenvolvem projectos agrícolas, numa clara alusão às universidades, centros de pesquisa agrária, unidades prisionais e serviços cívicos. 
 Representante dos três CPSA do Búzi, João Massoura,
Por seu turno, João Massoura, representante dos três CPSA do Búzi, destacou a qualidade da maquinaria e respectivas alfaias e entende responderem as necessidades do sector familiar no tocante a abertura de novas machambas em solos compactados.
-“As máquinas e as respectivas alfaias vão melhorar o sector agrícola aqui no Búzi, visto que existe muita insuficiência de tractores para a exploração das potencialidades que o distrito dispõe” - disse Massoura augurando pretender sair de meio hectares para 10-15 hectares.
As unidades serão equipadas com 513 tractores de potência 80HP,com tração nas 4 rodas e equipamento para a limpeza e nivelamento da terra, equipamento para irrigação, preparação dos solos, sementeira e colheitas, suplementação do gado e equipamento para o agro-processamento.
Administradora do distrito do Buzi , Maria Bernadete 
De salientar que, os CPSA serão instalados em 47 distritos com potencial agrário, ao longo dos 6 Corredores de Desenvolvimento Agrário (CDA), nomeadamente, Corredores de Maputo, de Limpopo, da Beira, do Vale do Zambeze, de Nacala e de Pemba e Lichinga.


LAND O'LAKES INSTA A BANCA A FINANCIAR A CADEIA DE LEITE

GESTÃO DE FARMAS
A Land O'Lakes INC (Internacional Development), uma ONG sediada na cidade da Beira, vocacionada ao relacionamento da cadeia do leite, na província de Sofala e Manica, lançou uma ofensiva nos dias 17 e 18 de Agosto corrente com intuito de interessar as instituições financeiras a olharem para a cadeia de valor do leite como uma oportunidade para fazerem negócios, mediante a realização de um seminário, na Beira, subordinado ao tema "Gestão de farmas e Oportunidades de financiamento na cadeia de valor do leite".
Na verdade, a estratégia serviu para congregar, numa mesma sala, produtores de leite, processadores, responsáveis das cooperativas leiteiras, criadas no âmbito da Lei número 23/2009; o governo e a banca.
Por outro lado, a interacção entre as partes envolvidas, a visita a alguns produtores que se beneficiaram da alocação de vacas leiteiras da espécie Jersy e os centros de recolha do leite, permitiu viabilizar a formação de acordos verbais e a partilha de bolsas de contactos entre as partes, bem assim, a incentivação aos produtores ao licenciamento das actividades que desenvolvem, O piscar de olho a banca decorre da necessidade de tornar a cadeia de valor do leite como negocio (Farmer as business) na perspectiva de a Land O'Lakes dinamizar a economia das famílias produtoras através da venda do leite.
O seminário, entre outros aspectos, abordou temas como "Situação da produção do leite na província de Sofala; Programa de desenvolvimento da cadeia de valor do leite em Moçambique, realizações, impactos e desafios".
Produtor de Leita (Benefiario do credito bancario)
Francisco Rego
A par disso, o seminário aflorou o estágio e desafio das micro-empresas e cooperativismo desenvolvimento do agro - negocio e praticas de produção do leite em Moçambique - Caso de Sofala.
Mais do que isso, o seminário discutiu as oportunidades de financiamento ao agro – negocio /sector leiteiro.
O encontro, outrossim, constatou haver boas experiencias anteriores boas na ligação com a banca, sendo que os resultados são satisfatórios, por conta de não haver produtores com cadastro de não poderem amortizar as letras bancárias.
Não menos importante foi o facto de a banca ter assumido, de forma isolada, o negocio do leite como economicamente viável, porquanto tem maior parte do tempo (9 meses de mungição) a produzir rendimentos, contra 3 meses de pausa (seca).
Afora os bancos terem ficado com o TPC de massificar a divulgação dos seus produtos a vários níveis.

Tratou-se de um primeiro passo rumo a aproximação dos principais actores da cadeia de valor do leite.
Abordado pelo boletim "Machamba", O coordenador da Land O'Lakes considerou haver oportunidades de a banca entrar na cadeia de valor do leite, ressalvando não poder ser exactamente na aquisição de animais.
-"Lançamos aqui uma caminhada de forma conjunta para o desenvolvimento da industria leiteira na nossa província"-referiu o eng. Marino Nhambeto, para quem a questão do crédito tem que estar presente.
Como sonhar não paga imposto, Marino Nhambeto lançou, com base nas sinergias criadas, a pretensão de a província de Sofala ter uma indústria leiteira robusta.

CONSTRUCAO DE 3 CENTROS DE RECOLHA DE LEITE
Centro de Recolha de Leite - Dondo
A Land O'Lakes, esta na construir nas cidades da Beira e Dondo, em Sofala, 3 Centros de Recolha de Leite. A organização pretende com a construção das infra-estruturas melhorar a qualidade do leite e aumentar a sua coloção no mercado domestico formal, se bem que a maior parte do leite produzido e vendido nos circuitos informais, dada a diminuta capacidade de absorção da Fabrica de Leite da Beira.
A construção dos Centros de Recolha do Leite custou aos cofres da organização 249.947 USD americanos para o apoio ao sector familiar.
Em declaração a imprensa, o coordenador da Lando O'Lakes, Marino Nhambeto anotou, paralelamente a construção dos Centros de Recolha do Leite, estarem a ser elaborados planos de negócios para mais de mil pequenas e medias empresas.
-"A produção e o processamento do leite em Sofala deve servir de vector de geração de rendimentos para os pequenos produtores"- disse Marino Nhambeto.

FASE II DA LAND O'LAKES (MERCADO)
 
O coordenador da Land O''Lakes, Marino Nhambeto
O coordenador da Land O''Lakes, Marino Nhambeto aproveitou a ocasião para anunciar o advento da fase II do projecto que, formalmente responde pelo nome de "Mercados" com vigência de 2016-2021. 

De acordo com Marino Nhambeto a fase II da organização estará focada na oferta e na qualidade do leite. "Nesta fase não descuidamos do aumento da manada, e claro, recurso a banca como motor da dinamização da cadeia do valor do leite"-precisou ressaltando que visa responder as actuais fraquezas relativas aos equipamentos, infra-estruturas, logística, sistemas de frio e tecnologias.
A chefe dos Serviços Provinciais de Pecuária
Dra. Maria Conceição Proença
Por seu turno, a chefe dos Serviços Provinciais de Pecuária (SPP) de Sofala, Dra. Maria Conceição Proença faz vénia ao trabalho da Land O'Lakes, afirmando ser graças a aquela organização que Sofala tem um sector familiar muito rico em termos de ganhos na criação de gado leiteiro e na produção do leite.
De mais a mais, Maria Conceição afiançou que o governo esta a fazer de tudo para que a Fabrica de Leite da Beira, com capacidade de absorver e processar 7500Lt/dia, mas que só processa 700/800Lt/dia seja capitalizada. " Vos asseguro que o governo esta preocupada com a Fabrica de Leite"-indicou observando que vai melhorar a gestão da fábrica.
Igualmente Maria Conceição falou da necessidade de se fazer planos de investimento que valorizem o pasto para evitar as queimadas descontroladas.

POTENCIALIDADES DA PROVINCIA DE SOFALA / FACIM 2016

Mecanização Agrária

BANCO MUNDIAL PONDERA ESTENDER VIGÊNCIA DO PROIRRI

HÁ 13 MESES DO TÉRMINO DO PROJECTO
O Banco Mundial (BM) admite prorrogar o tempo de vigência do Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI) nas províncias onde o projecto opera, nomeadamente Zambézia, Manica e Sofala.
O propósito foi manifestado no decurso da Missão Conjunta MASA/Banco Mundial havida em Manica, entre os dias 10 à 14 de Maio corrente, no âmbito da monitoria e avaliação do projecto que já vai no seu 5º ano.

Em dois dedos de conversa, o gestor do PROIRRI no BM, Dr. Aniceto Bila coloca tudo no preto e no branco e confirma a extensão do projecto, dissipando tudo o que eram dúvidas e incertezas à volta projecto.
Gestor do PROIRRI no BM, Dr. Aniceto Bila
-“Acordamos algumas metas para o projecto se beneficiar de uma extensão”-revelou anotando ser inferior à 2 anos, sendo que, ocorre num período quando faltam apenas 13 meses para o término do projecto, com o agravante de o contrato de alguns provedores de serviço expirar, muitos deles, antes do final do ano. “O tamanho da próxima operação (tecto financeiro) depende da avaliação que esta missão recomendar”-rematou.
Fazendo uma radiografia da visita, Aniceto Bila sublinha que a missão teve oportunidade de ver o projecto nas suas três (3) componentes, notadamente, Desenvolvimento de capacidades institucionais e de gestão participativa (I); Investimento em sistemas de irrigação e apoio as infra-estruturas (II) ; e Subvenção de partilha de custos para a produção de mercado e desenvolvimento da cadeia de valores.
-“Sentimos que as três componentes do projecto estão em plena actividade”-afirmou Aniceto Bila vincando não serem conclusivas as ideias, ao mesmo tempo que assume que a componente 1 foi a que, até ao momento, mais avançou em termos de implementação.
De mais a mais, a fonte qualificou de positiva a implementação do PROIRRI na sequência de ter garantido a adopção de tecnologias nas áreas irrigadas, afora ter produzido vários instrumentos e acordado metas.
Num outro desenvolvimento, a fonte, baseando-se nos dados dos rendimentos nos regadios, que se afiguram encorajadores, desafia à todos intervenientes a se empenharem na produção, em três épocas/ano, em horticultura e produção por contrato.

PROIRRI VAI DISPOR DE 1.333HA DE ÁREA IRRIGADA

CAMPANHA AGRÁRIA 2016/2017
O PROIRRI vai, na campanha agrária 2016/2017, conferir um novo figurino à produção agrária, no que a área irrigada diz respeito.
As 3 províncias (Sofala, Zambézia e Manica), onde opera o projecto, nas suas 3 linhas, designadamente, produção por contrato, de arroz e de horticultura, com a intervenção do PROIRRI vão dispor de mil trezentos e trinta e três hectares (1.333ha), o equivalente ao cumprimento da meta física de área irrigada, previamente estabelecida.

Gestor do PROIRRI no Ministério da Agricultura e
Segurança Alimentar, Eugénio Nhone
 
A informação foi avançada pelo gestor do PROIRRI no Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), Eugénio Nhone há dias no chimoio, quando abordando pela imprensa, na sequência  da visita  de supervisão que efectuou à província de Manica de 10 à 14 de Maio corrente.
-“Temos neste momento em fase de conclusão de obras 1300ha para este ano. Ainda este ano vamos concluir 510ha de área para irrigar arroz”-referiu precisando que, até ao momento, a região conta com 661 ha.
Cultura de repolho em campo (Regadio de campo 4)-Vanduzi
Sobre a sustentabilidade dos regadios, Eugénio Nhone considerou ser um assunto que tem a sua complexidade, vai dai que, vincou que a gestão do regadio tem que pressupor a geração de recursos ligados ao mercado cuja parte da receita seja aplicada na manutenção e reparação dos regadios.
De notar que os produtores da associação Agro-pecuária de Campo 4 beneficiaram de treinamentos sobre a preparação do solo, produção agrícola, preparação do viveiro, adubação, adensamento e salvaguardas ambientais e sociais.
A associação de Campo 4, tem 50 membros, dos quais 14 mulheres e explora uma área de 24.5ha

MISSÃO CONJUNTA BANCO MUNDIAL/ MASA VISITA REGADIO DE CAMPO 4 EM VANDUZI

BANCO MUNDIAL FAZ BALANÇO POSITIVO DO PROIRRI
A missão conjunta do Banco Mundial /MASA, ficou impressionado com o trabalho de implementação do projecto para o Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI), nas três províncias onde opera o projecto.
Em declaração a imprensa, hoje, em Vanduzi, Província de Manica, o gestor do PROIRR no Banco Mundial, por sinal, chefe da missão, Aniceto Bila, faz um balanço positivo da implementação do projecto por conta de estar a impulsionar a produção a produção agrícola e estabelecimento da cadeia de valor.
Cultura de Repolho em Campo (Regadio de Campo 4)-Vanduzi
A avaliação foi feita à margem da visita de campos, hoje efectuada em Vanduzi no regadio da associação Agro-pecuária de Campo 4 no âmbito da missão da monitoria e avaliação que Banco Mundial, principal financiado e o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), efectuam na região centro do país de 10 à 14 de Maio corrente.
Aniceto Bila sustenta a avaliação baseando-se na superação das metas de produção por hectares das culturas praticadas nos regadios.
Gestor do PROIRR no Banco Mundial, Aniceto Bila
-“Olhemos para o repolho, antes da intervenção do PROIRRI o rendimento era de 6 ton/ha …mas depois da intervenção do PROIRRI temos aqui no Campo 4 rendimento de 32 ton/ha”- disse observando que o PROIRRI previa uma meta de 25 ton/ha.
A par aumento de rendimento, Aniceto Bila, destacou haver uma consolidação na formação dos camponeses, numa clara alusão à transferência de tecnologia ao mesmo tempo que elogiou a associação de Campo 4, pela disponibilidade de água que tem. “Com a água que tem e que os outros não a tem, podem produzir todo ano”-encorajou aspirando ver transmitidos os conhecimentos dos produtores do regadio de Campo 4 para outros.


Cultura de Repolho  (Regadio de Campo 4)-Vanduzi
Aniceto Bila, a dado passo, quando instado pela imprensa sobre dificuldades encaradas, apontou o acesso ao mercado e aos insumos, sendo que é optimista quanto ao estabelecimento de uma parceria com o sector privado para o fornecimento de sementes e fertilizantes.
Refira-se que o regadio de Campo 4 foi o primeiro regadio a ser concluído há 18 meses, na linha de produção por contrato em Manica.





PRODUTORES SATISFEITOS COM PROIRRI
Os produtores beneficiários do regadio de campo 4, mostram-se satisfeitos com a intervenção do PROIRRI nas suas vidas.
Produtor de Contacto do Regadio Campo 4, Isac Queface



Isac Queface, produtor de contacto da associação fala de melhorias que se traduzem na auto-construção de casas de alvenaria, aquisição de animais de tracção animal e motociclos.







Produtora no regadio de Campo 4, Maria Martinho Meque



Por seu lado, Maria Martinho Meque diz consigo sustentar a família e colocar os filhos a estudar no Chimoio à mercê dos rendimentos da produção agrícola.
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